Crescem as multas por bichos

Cinto de segurança não é item essencial só para os humanos nos carros. Os bichos, quando transportados, também precisam de proteção. Dados do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) mostram que aumentou o número de veículos autuados pela presença de animais soltos. No primeiro trimestre deste ano, foram 241 ocorrências dessa infração em todo o Estado, ante 179 no mesmo período de 2011.

CAIO DO VALLE, O Estado de S.Paulo

06 Julho 2012 | 03h02

Segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), dirigir veículo com animal à esquerda do motorista ou entre seus braços e pernas configura infração média, que rende quatro pontos na carteira de habilitação e multa de R$ 85,13.

Nem todo motorista sabe dos riscos de levar cães e gatos livres no automóvel. É o caso do servidor Márcio Salles, de 48 anos, que costuma levar a labradora Maya deitada no assento traseiro, sem proteção. "Não conhecia essa norma. Acho que deveria ser mais divulgada." Salles diz ainda que o animal às vezes gosta de colocar o focinho para fora da janela para "sentir o ventinho".

Tal prática pode causar danos à saúde do cão, explica a veterinária Andreia Lordelo. "Para o cachorro, é péssimo, porque ele se expõe a infecção de ouvido e lesões nos olhos, por causa do vento."

Animais soltos no veículo também se sujeitam a machucados graves. "Se o carro está andando e para rapidamente, o bicho pode sofrer traumas e até morrer." Andreia afirma ainda que cães e gatos soltos ampliam as possibilidades de acidente. "O animal pode fazer um movimento que chame a atenção do motorista, distraindo-o. Ou, quando o bicho é pequenininho, pular no pedal."

Por isso, a recomendação é sempre levar bichos presos em cintos feitos para eles, ou em caixas próprias para locomoção de animais, com uma portinhola na frente, afiveladas pelo cinto de segurança do carro. E no banco de trás.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.