Cresce nº de mortes em grandes avenidas fora do centro de SP

Relatório sobre acidentes fatais de 2011 e 2012 da CET mostra que a maior alta - de 1.100% - ocorreu na Radial Leste

Caio do Valle, O Estado de S.Paulo

07 Junho 2013 | 02h05

Avenidas movimentadas fora da região central de São Paulo registraram mais mortes no ano passado, segundo estatísticas da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) divulgadas ontem. A Avenida Alcântara Machado, que compõe a Radial Leste, teve o maior crescimento entre as dez mais perigosas - passou de uma morte em 2011 para 11 em 2012 (alta de 1.100%). Nela, morreram seis motociclistas, dois pedestres e três motoristas ou ocupantes de carro.

A situação foi pior na Estrada do M'Boi Mirim, na zona sul, onde houve aumento de 33% nas mortes, de 15 para 20. As principais vítimas foram os pedestres: 9. Também morreram cinco motoristas ou passageiros e seis motociclistas.

Na liderança, seguem as Marginais do Tietê (com 49 mortes, ante 56 em 2011) e do Pinheiros (com 27 mortes, ante 24 em 2011). A Radial Leste está em oitavo lugar no ranking das dez mais perigosas e a M'Boi, em terceiro. Outras avenidas da listagem são a Senador Teotônio Vilela, na zona sul, em quarto lugar, e a Jacu-Pêssego, na zona leste, na quinta colocação. O número total de vítimas em acidentes fatais em 2012 foi de 1.231 - em 2011, foram 1.365.

Mulheres. O relatório de acidentes fatais também mostra que a proporção de mulheres mortas no trânsito paulistano subiu de 18% das vítimas em 2011 para 20,7% em 2012. Em nota, a CET diz que, "como há uma certa aleatoriedade nos fenômenos estatísticos, é arriscado afirmar que as mortes de mulheres vêm aumentando".

O órgão informou que, para reduzir o número de mortes e acidentes, intensificou a fiscalização e ações educativas".

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