Cratera de 22 metros assusta moradores de Ribeirão Preto

Prefeitura aguarda fim de licitação para reconstrução da linha de tubos no local, que está isolado

Brás Henrique, O Estado de S.Paulo

22 Abril 2009 | 15h42

Uma cratera de 22 metros lineares e três metros de profundidade está preocupando os moradores do Jardim Candido Portinari, em Ribeirão Preto. Há pouco mais de dois meses a erosão foi aberta numa lagoa seca de contenção do bairro e cedeu a cada dia, aproximando-se das casas, que trepidam com os rompimentos. Os moradores ficaram apavorados.

 

O Corpo de Bombeiros isolou a área no começo do mês e a prefeitura monitora diariamente o local, pois, se chover, a situação poderá se agravar. A prefeitura espera a conclusão de licitação para reconstruir a linha de tubos, segundo o secretário de Infraestrutura, José Roberto Romero. "As casas não correm risco", garante ele.

 

O funcionário público José Leopoldo Correia Júnior é o morador que tem a casa, alugada, mais próxima da erosão, e informa que técnicos da prefeitura estão monitorando o local. "A preocupação nossa continua", assegura ele, que mora com a mulher Junara e a filha Gabriela, de um ano e oito meses.

 

Romero destaca que havia uma galeria antiga, em área de loteamento, que soltou o rejuntamento e permitiu que a água percorresse entre os tubos. Isso formou uma cratera com 22 tubos caídos e dez danificados (deslocados no aterro). "O solo arenoso não tem coesão e cede um pouco quando passa o trem", lembra Romero, referindo-se a uma estrada de ferro que passa perto dessa área. Isso preocupa os moradores, pois as casas tremem quando passam composições férreas na vizinhança.

 

Romero assegura não é possível fazer aterro, pois, com uma chuva repentina, a água seria lançada em direção às residências. Para evitar que crianças cheguem ao local, um gradil foi colocado para evitar o acesso à erosão.

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