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Corredor verde toma forma no Minhocão

- Atualizado: 22 Janeiro 2016 | 20h 22

Edifício na Sebastião Pereira também introduz projeto de curadoria artística para os painéis

Jardim suspenso. Aplicação é financiada por empresas via compensação ambiental

Jardim suspenso. Aplicação é financiada por empresas via compensação ambiental

O Minhocão, na região central de São Paulo, está aos poucos se tornando o tão esperado “corredor verde”, conforme revelado em novembro de 2014 pelo Estado. Amanhã, o segundo jardim vertical em um prédio nas proximidades do elevado será inaugurado - levando vegetação a uma área da cidade reconhecida pela paisagem cinza.

A primeira construção a receber uma profusão de plantas foi um edifício na Rua Helvétia, em setembro. Agora, o prédio cuja empena cega (parede lisa e sem janelas) está sendo ornada pela vegetação fica na Rua Sebastião Pereira. As aplicações são financiadas por empresas via compensação ambiental - desta vez, o dinheiro vem da incorporadora MaxHaus.

Minhocão ganha jardim suspenso
HÉLVIO ROMERO/ESTADÃO

Condomínio Edifício Huds é o primeiro prédio das imediações do elevado a receber a cobertura vegetal na empena cega

“O projeto beneficia diretamente a cidade, carente de áreas verdes e espaços públicos ambientalmente confortáveis”, afirma Guil Blanche, fundador do Movimento 90°, grupo que idealizou o corredor verde do Minhocão e é responsável pela instalação das plantas.

O edifício na Sebastião Pereira também introduz um projeto de curadoria artística para a composição dos painéis. A ideia é que, além deste, os próximos jardins sejam projetados por profissionais ligados à intervenção artística na cidade. “O corredor verde, assim, será também uma exposição permanente de obras de escala urbana feitas ao longo do Minhocão, trazendo mais cultura de qualidade à paisagem paulistana”, diz Blanche.

A concepção do parque vertical que será inaugurado amanhã ficou a cargo de Daniel Steegmann Mangrané, artista que nasceu em Barcelona, mas mora no Brasil desde 2004. Ele já expôs, entre outros locais, no Instituto Tomie Ohtake e no Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio. Mangrané se inspirou na mata brasileira para desenhar seu projeto e criou o que chama de “Caminho da Mata”, em que inserções geométricas no painel indicam o caminho dos índios na floresta. 

Os artistas Renata De Bonis e Pedro Wirz estão confirmados pelo Movimento 90° para a paginação de outros dois jardins.

Próximos passos. Acordo firmado em outubro entre a empresa Tishman Speyer e a Prefeitura prevê a instalação de 30 a 40 jardins nos próximos meses, que serão viabilizados com os R$ 12 milhões do Termo de Compensação Ambiental acertado com a companhia. Para receber um painel, os moradores do prédio devem concordar com a instalação.

A Secretaria do Verde e do Meio Ambiente informou, em nota, que já recebeu 15 cartas de intenção para instalações. Três delas foram aprovadas e, no momento, aguardam a ordem de início das obras. Duas foram indeferidas por não se adequarem ao chamamento. As demais ainda estão em análise.

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