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Copa: 6 mil homens de Exército e Polícia Federal agirão em SP

Rafael Italiani - O Estado de S. Paulo

02 Junho 2014 | 12h 56

Forças Armadas agirão em de modo 'suplementar' aos órgãos paulistas de segurança pública

Atualizada às 19h03

SÃO PAULO - Pelo menos 6.000 homens das Forças Armadas, Polícia Federal (PF) e Polícia Rodoviária Federal estarão em São Paulo para a Copa do Mundo, segundo o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Do total, 4.000 serão do Exército. De acordo com Cardozo, que na manhã desta segunda-feira, 2, esteve reunido com Fernando Grella, secretário estadual de Segurança Pública, e outras autoridades do Exército e das polícias Militar, Civil e Federall, o efetivo ficará de prontidão até o final do torneio. A reunião foi realizada após o governador Geraldo Alckmin (PSDB) aceitar a oferta de segurança do governo federal.

Segundo Cardozo, o Exército será "suplementar" aos órgãos de segurança pública do Estado e será usado apenas se Alckmin solicitar ao governo Federal em caso de urgência. "Acredito que tenhamos no Estado de São Paulo uma grande integração. Teremos um excelente padrão de segurança na abertura da Copa do Mundo e em todos os jogos aqui de São Paulo", afirmou o ministro."Eles (do Exército) têm uma atuação ostensiva. Do ponto de vista das atividades de Segurança Pública, permanece dentro da lei. Se necessário for, o que eu não creio que será, basta que o governador solicite."

De acordo com o general José Carlos de Nardi, chefe do Estado Maior das Forças Armadas, os homens do Exército atuarão em quatro setores: hotéis, aeroportos, centros de treinamentos das delegações e nas rotas protocolares. Está descartada a ação das Força Armadas em manifestações. "Eles estarão em pontos estratégicos, principalmente no que toca em segurança VIP", afirmou de Nardi. De acordo com o general, para que o Exército atue em manifestações, será necessário um pedido formal do Estado e autorização da presidente Dilma Rousseff (PT). "Isso implica em uma atitude repressiva e só será feita com o governador pedindo", disse o general. Caso seja necessário, o Exército estará preparado, garantiu o general. "São grupos que estão fortemente preparados e em pontos estratégicos, aguardando a decisão do governador", afirmou de Nardi. Ainda de acordo com ele, não está prevista a presença de tanques de guerra em São Paulo.  

Já o secretário estadual de Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, descarta a possibilidade do Exército combater manifestações. "Não vai atuar porque depende do pedido. O que não podíamos é, diante da magnitude do evento, dispensar o apoio ostensivo do Exército", afirmou o secretário. Apesar da atuação das Forças Armadas já estar definida, entre amanhã e a abertura da Copa do Mundo, o governo do Estado também deve pedir o apoio do Exército em outros locais como estações de Metrô.