Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Consórcio alega falta de financiamento

Empresas também negam que haja falta de seguranças nos canteiros ou imóveis desocupados para a linha

Bruno Ribeiro, O Estado de S.Paulo

08 Setembro 2016 | 05h00

SÃO PAULO - O consórcio Move São Paulo, formado pelas empresas Odebrecht e Queiroz Galvão, informou que a paralisação das obras da Linha 6-Laranja do Metrô se deu diante da dificuldade na contratação de um financiamento a longo prazo para o projeto. “A decisão resguarda o interesse público na medida em que mitiga danos à viabilidade do empreendimento e preserva as atividades já executadas”.

Por meio de nota, a empresa nega que haja falta de seguranças nos canteiros ou imóveis desocupados para a linha. “Todas as áreas possuem vigilância adequada, que é feita de forma presencial ou por rondas”, diz o texto. “Não há falta de vigias, a segurança fica posicionada em pontos estratégicos nas frente de obras. A segurança realizada hoje nos canteiros de obras tem o mesmo padrão que vem sendo praticado nos últimos meses e estará garantida durante todo o período de suspensão”, argumenta. É de responsabilidade do consórcio garantir a segurança dos locais.

Governo. Ao comentar a suspensão das obras, o Metrô - empresa gerenciada pelo governo do Estado e contratante do consórcio Move São Paulo - afirmou ver “com preocupação” a não obtenção do financiamento e a paralisação das obras. “Qualquer atraso na obra causa multa e rescisão contratual”, afirma o texto.

O governo diz ainda que “é importante frisar que tanto o consórcio Move São Paulo quanto o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) têm pleno conhecimento do cronograma da obra e do planejamento financeiro para a sua execução”. 

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