Como a Matarazzo virou um martírio

Universidade, shopping, mercados e baladas tornam avenida da zona oeste intransitável

Diego Zanchetta, O Estado de S.Paulo

16 Abril 2010 | 00h00

Seja nos horários de pico ou nos fins de semana à noite, andar de carro na Avenida Francisco Matarazzo é um martírio. Saída para shopping, serviço de manobrista de balada para 6 mil pessoas, estudantes no meio da rua bebendo cerveja e um corredor no qual os ônibus andam mais lentos do que os pedestres são problemas que têm se intensificado nos últimos anos.

A chegada de 17 empreendimentos ao longo da avenida de 3 mil metros não foi acompanhada por melhorias significativas no sistema viário, segundo reclamam os moradores. O afunilamento da Matarazzo, que liga o eixo Pompeia-Água Branca ao centro, também piorou os congestionamentos no Elevado Costa e Silva, o Minhocão.

E as expectativas não são das melhores. A Associação de Moradores da Pompeia alerta que a inauguração de um hipermercado e a construção de um conjunto residencial - com 2 mil vagas de estacionamento - deverão agravar ainda mais os congestionamentos e as enchentes. Entre as intervenções pedidas com urgência pelos moradores para melhorar o trânsito está o alargamento da Rua Pedro Machado, via que passa sob o Viaduto Antártica.

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