Comissão do Cremesp divulga orientações para evitar casos de violência em escolas de medicina

Entre as orientações, estão o apadrinhamento de ingressantes para que eles conheçam as instalações e tirar o vínculo entre as festas de confraternização e os eventos "open bar"

Paula Felix, O Estado de S. Paulo

22 Setembro 2016 | 19h58

SÃO PAULO - O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) divulgou nesta quinta-feira, 22, uma nota com recomendações para estudantes de medicina com o intuito de evitar casos de trotes violentos e assédio sexual e moral em escolas do curso de todo o Estado. Em 2014, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Trote foi instalada na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) para apurar abusos em instituições de ensino. A maior parte dos casos foi registrada em escolas de medicina.

As orientações foram elaboradas por faculdades de medicina do Estado e pela Câmara Temática Interdisciplinar sobre Violência nas Escolas Médicas (Camtivem), comissão criada em outubro de 2015 que estuda os casos de violência nas unidades.

Recomendações. Entre as orientações, estão o apadrinhamento de ingressantes para que eles conheçam as instalações e tirar o vínculo entre as festas de confraternização e os eventos "open bar".

"Além dessa nota, a gente vai oficiar todas as escolas de medicina do Estado, colocando essas recomendações, para responsabilizar as escolas no sentido de cuidar para que não haja nenhuma cerimônia para receber os ingressantes que contenham qualquer conotação de violência ou de desrespeito", diz Mauro Aranha, presidente do Cremesp.

Segundo Aranha, também estão sendo realizadas atividades para orientar os estudantes. "Os próprios médicos estão sendo agredidos nos prontos-socorros e o aluno de medicina tem de, desde a sua formação, dar o exemplo de que o médico existe para cuidar das pessoas e não destratá-las. Precisamos promover uma cultura de cidadania e paz."

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