Comércio no centro fecha e queda nas vendas chega a 90%

Funcionários foram impedidos de chegar ao trabalho por causa da chuva; bancos também não abriram na região

Alfredo Junqueira / RIO, O Estado de S.Paulo

07 Abril 2010 | 00h00

A maior parte das lojas do centro do Rio não funcionou ontem por causa da chuva. Os poucos estabelecimentos que conseguiram abrir as portas contavam com poucos funcionários e estimavam grandes prejuízos.

A média de atraso dos trabalhadores era de três horas, mas havia relato de gente que ficou presa mais de seis horas nos meios de transporte público.

Principal via do centro do Rio, a Avenida Rio Branco estava vazia. Alguns ônibus e poucos carros circulavam sem problemas de congestionamento, que costuma ser problemático ao longo do dia no local. Trechos de ruas perpendiculares à avenida estavam alagados. Muito lixo estava espalhado pelas vias.

Segurança de uma grande loja na Rua do Ouvidor, Alexandre Dias Ribeiro, de 36 anos, saiu de casa, na Vila Kennedy, zona oeste do Rio, às 4h50 da manhã. Só conseguiu chegar ao centro às 11h30. Normalmente, ele leva 1h20 de sua casa até o trabalho. "Está tudo alagado. Leopoldina, Praça Mauá, vários pontos da Avenida Brasil", disse Ribeiro. "Acho que choveu muito, mas falta organização da prefeitura. A gente paga um monte de imposto e não vê o resultado."

Pilar Figueiredo é gerente-geral de uma grande loja de varejo na Rua Uruguaiana. Segundo ela, apenas 10% do quadro de funcionários que trabalham de manhã conseguiram chegar. A expectativa dela era de que a queda nas vendas chegasse a 90% ontem. "Tenho mais de 20 anos de atuação no varejo do Rio e nunca vi nada parecido. Já vi muita chuva criando transtorno, mas essa foi a pior", lamentou Pilar.

Além das lojas de varejo, muitas galerias e agências bancárias não chegaram a abrir. A tradicional Confeitaria Cavê, na Rua Sete de Setembro, foi uma das que não abriram as portas. Até o Camelódromo da Uruguaiana tinha dezenas de pontos que não estavam funcionando. Os únicos que não reclamavam de prejuízos eram os vendedores de guarda-chuva, que se espalharam por todas as ruas do centro e cobravam entre R$ 5 e R$ 15 pelo produto.

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