Sérgio Castro/Estadão
Sérgio Castro/Estadão

Comerciantes ficam mais de 18 horas sem luz na zona oeste de SP

Em Perdizes, queda de energia, que aconteceu por volta de 16h30 desta segunda, prejudica movimento e estraga produtos perecíveis

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

13 Janeiro 2015 | 12h35

SÃO PAULO - Uma lavanderia na Avenida Sumaré, em Perdizes, está sem luz desde a tarde desta segunda-feira, 12. "A Eletropaulo disse que ia consertar às 9h, mas até agora nada", afirmou a funcionária Vanessa Fernandes. Segundo comerciantes, o fornecimento de energia caiu por volta das 16h30 e, às 11h desta terça-feira, 13, ainda não havia sido restabelecida. "Até a marmita dos funcionários azedou", disse.

Por causa da interrupção no fornecimento, algumas roupas também ficaram presas dentro da máquina de lavar, com risco de manchar ou mofarem. "A máquina não abre sem luz", explicou Vanessa.

Ao menos 300 peças também estão encalhadas na lavanderia, formando pilhas sobre o chão. Para manter minimamente o funcionamento da loja, alguns funcionários foram para outras unidades com energia para lavar e passar.

No restaurante Geribá, no cruzamento das Ruas Campevas e João Ramalho, alguns alimentos precisaram ser descartados. "Tivemos de jogar o peixe fora", afirmou o proprietário Ubiraiba Andrade. "A gente também colocou gelo em cima das carnes para ver se salva."

Sem energia, o movimento na noite desta segunda-feira caiu 50%, segundo cálculo de Andrade. Após mais de 29 horas com falta de luz, as cadeiras ainda estavam sobre a mesa e o proprietário ainda não havia decidido se abriria para o almoço. "Toda hora a Eletropaulo comunica um horário diferente do conserto."

Perto dali, na Rua Minerva, a comerciante Angélica Pereira da Silva, dona de uma frutaria e de uma sorveteira sofre com a falta de energia. Sem o freezer funcionar, os sorvetes derreteram. O açaí também.  O prejuízo só com as duas mercadorias, segundo afirmou, soma R$ 5 mil.

O farol do cruzamento entre a Avenida Sumaré e as Ruas João Ramalho e Campevas está apagado. Não há agentes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) no local.

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