Combinação de táxi, metrô e a pé vence Desafio Multimodal em SP

Ação reuniu 20 equipes divididas em duplas que partiram de parques na capital com destino ao Conjunto Nacional, na Avenida Paulista

Marcelle Gutierrez, O Estado de S. Paulo

17 Setembro 2016 | 17h51

SÃO PAULO – Em ano de eleições municipais, a mobilidade urbana da cidade de São Paulo foi testada neste sábado, 17, no Desafio Multimodal. Pela manhã, 20 equipes, divididas em duplas, partiram de quatro parques nas regiões Norte, Sul, Leste e Oeste, com destino ao Conjunto Nacional, na Avenida Paulista. Os modais utilizados foram bicicleta, patinete, táxi, carona, ônibus, metrô, trem, triciclo e a pé.

Carolina Lários e a filha Julia, de três anos, partiram de patinete do Parque Villa-Lobos, na zona oeste, com destino à estação de CPTM mais próxima. Elas foram a terceira equipe a chegar ao destino final, perdendo para a participante que utilizou táxi, metrô e a pé e levou aproximadamente 40 minutos, e para a outra dupla, que contava com um deficiente visual e foi a pé, de ônibus e metrô.

 Carolina conta que utiliza o patinete há três meses e esse é, diariamente, o seu principal meio de transporte até a estação de metrô ou trem mais próxima. “Essa foi a alternativa que encontrei no lugar da bicicleta, pois não preciso me preocupar ou perder tempo parando em bicicletário”, contou Carolina, minutos antes de iniciar o desafio.

Dificuldades. A corretora de seguros Danielle Cristiano, por outro lado, não teve tanto sucesso em seu trajeto. A participante com mobilidade reduzida partiu de triciclo do Parque Estadual da Cantareira, na zona norte, e levou duas horas e meia para chegar ao destino.

Seu trajeto era partir de carona, com uso de um aplicativo, mas o carro não era adaptado. Então seguiu até a estação Parada Inglesa do metrô, com muita dificuldade de acesso. Foi para estação da Luz e linha Amarela, com complicações de acesso. Para sair na estação Consolação, Danielle conta que três elevadores foram testados e as calçadas da Rua da Consolação era muito “esburacadas”.

“Foi bem difícil, grau de dificuldade altíssimo, e uma pessoa sozinha para utilizar transporte público em São Paulo, que tenha alguma necessidade, é muito complicado.” Danielle contou com a companhia de duas amigas, que a auxiliaram no trajeto.

A relações públicas Bruna Bom também teve dificuldades em seu percurso. Partindo do Parque Villa-Lobos, ela deveria ir a pé até o posto de locação gratuito de bicicletas Bike Sampa mais próximo, mas ela e sua dupla não encontraram bicicletas disponíveis e seguiram para outra parada, onde existiam três unidades, sendo uma travada e outra com o pedal quebrado. “Desistimos e pegamos dois ônibus para chegar na Paulista”. No total, a dupla levou uma hora e quarenta minutos.

O desafio faz parte da Semana da Mobilidade, que acontece de 17 a 23 de setembro. Márcio Nigro, idealizador da semana, conta que a competição foi criada para avaliar a intermodalidade da cidade e a disposição de modais de cada região da cidade, sendo que cada dupla teve que alternar o seu percurso por três. “Importante para mostrar que a cidade não é homogênea e que não existe somente um modal que domina a cidade inteira.”

 Além do Parque Villa-Lobos e da Cantareira, equipes partiram do Parque Ecológico do Tietê, na zona leste, e do Parque Estadual Guarapiranga, na zona sul.

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