Comando da PM atribui confrontos a 'descumprimento' de acordo feito com manifestantes

Confusão começou, segundo coronel, quando os manifestantes anunciaram que subiriam a Rua da Consolação, que estaria fora do trajeto original

Artur Rodrigues, O Estado de S.

14 Junho 2013 | 13h33

SÃO PAULO - O comando da Polícia Militar atribuiu os confrontos no protesto dessa quinta-feira, 13, contra o aumento da tarifa de transporte coletivo a um suposto descumprimento de um acordo feito com os manifestantes. O coronel responsável pela operação, Reinaldo Rossi, afirmou que o trajeto combinado começaria na Praça Ramos de Azevedo, passaria pela Praça da República e terminaria na Praça Roosevelt. A confusão começou quando os manifestantes anunciaram que subiriam a Rua da Consolação. "Em razão da ausência de liderança do movimento, houve início de arremesso de objetos contra os policiais", disse.

O comandante-geral da PM, coronel Benedito Meira, afirmou que, a partir desse momento, ele tomou a decisão de acionar a Tropa de Choque. "Na terça-feira, entendemos que o emprego da Tropa de Choque não foi necessária e houve vários policiais feridos. Ontem, eu decidi que era necessário o emprego da Tropa de Choque"."

Os oficiais afirmam que qualquer excesso da polícia será apurado. Questionados sobre agressões a jornalistas, eles se limitaram a justificar a ação que terminou com a repórter da TV Folha Giuliana Vallone atingida no olho. Segundo Meira, policiais da Tropa de Choque que estavam em um ônibus revidaram pedradas de manifestantes. "O projétil de elastano ricocheteou no chão e atingiu a jornalista que estava em um estacionamento."

Apesar das imagens que mostram os policiais tentando impedir a chegada de manifestante à Avenida Paulista, a PM afirma que não tentou restringir a marcha dos manifestantes. Eles afirmam que apenas precisavam de tempo para o rearranjo da tropa.

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