Com novas adesões, tarifa fica em 2º plano

Manifestação se espalhou pela cidade, ganhou novos rostos e diferentes causas

PABLO PEREIRA, OCIMARA BALMANT, CAMILA HESSEL, O Estado de S.Paulo

18 Junho 2013 | 02h03

A manifestação gigante que começou no final da tarde de ontem no Largo da Batata, em Pinheiros, e se espalhou pela cidade, não foi somente um protesto contra o aumento no preço das passagens de ônibus. Convocada no fim de semana para reforçar o movimento que parou São Paulo na semana passada e foi reprimido com violência pela polícia, a passeata contou com militantes de partidos políticos, mas atraiu gente que não estava envolvida no movimento. "Não é só pela passagem, não", afirmou a consultora Kelly dos Reis, de 21 anos, que chegou à manifestação quando já era noite. Acompanhadas por amigas, Kelly afirmou que protestava também contra os políticos, contra a corrupção e por melhores condições na saúde e na educação.

Moradora da Brasilândia, zona norte, Kelly contou que precisa usar três ônibus para ir trabalhar. Mas reforçou: "Quero protestar também contra o roubo do dinheiro do povo, contra a corrupção."

Ao lado de Kelly, a professora de educação infantil Tatiane de Souza afirmava que também queria dar um depoimento. "Eu quero protestar contra o desamparo da educação", disse. Moradora do Capão Redondo, a professora explicou que saiu do trabalho às 18h para entrar na passeata, onde chegou por volta das 19h. Quando alcançaram o grupo, os manifestantes já haviam deixado a Avenida Rebouças e tomado a pista da Marginal na altura da Ponte Eusébio Matoso, na direção do Morumbi.

Seguindo um grupo que era liderado por militantes com bandeiras, acompanhados por grupos de jovens vestidos de com roupas pretas e que protestavam contra a presença dos partidos, a professora concordava. "Esse movimento não pode ser só de partidos. É da sociedade", dizia.

Desde as 14h, quando os primeiros manifestantes chegaram ao Largo da Batata, a PM acompanhou os protestos a distância. Por volta das 18h, quando o grupo ainda estava na Faria Lima, continuava chegando gente com cartazes de protesto que eram escritos ali mesmo.

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