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Temendo confronto, motoristas invadem ciclovia na Paulista

- Atualizado: 08 Janeiro 2016 | 23h 22

Carros tentavam fugir de tumulto na avenida; bares fecharam e a Polícia Militar usou bombas

SÃO PAULO - Parte dos manifestantes dispersados do centro da cidade, durante tumulto em protesto contra o aumento da tarifa, conseguiu se reagrupar e seguir para a Avenida Paulista, que foi palco de novo confronto. A polícia usou bombas. Os jovens quebraram lixeiras, espalharam lixo pela via e fizeram parte dos bares fechar temporariamente. 

Os manifestantes alcançaram a Paulista vindos da Rua Augusta. De lá, seguiram sentido Paraíso. O grupo tinha cerca de cem pessoas. Antes da chegada ao Masp, eles andaram também na pista sentido Consolação, bloqueando o trânsito na via. Com medo, motoristas invadiram a ciclovia para tentar fugir do confronto. Em outras oportunidades, eventos iniciados na Paulista ou no centro também terminaram em depredação na região. 

“A polícia fez duas filas, uma de cada lado da pista, e jogou bombas. Os meninos correram para longe, espalhando lixo para a rua”, disse o servente Nivaldo Sousa, de 47 anos, que trabalha na Paulista. Com o confronto, a via ficou tomada por lixo. Alguns bares perto do Masp chegaram a baixar as portas por alguns minutos. 

Manifestação contra o aumento das tarifas em todo o Brasil
Rafael Arbex/Estadão
Manifestação contra o aumento das tarifas de transporte público

A tarde de sexta-feira foi de manifestações lideradas pelo Movimento Passe Livre contra o aumento de R$ 3,50 para R$ 3,80 das tarifas de transporte público. Em São Paulo, o ato se iniciou na Praça Ramos de Azevedo, em frente ao Teatro Municipal.

“Deu um pouco de medo quando vimos eles chegando. Abriram sacos de lixo, estavam correndo. Uns caras tentaram derrubar a lixeira de concreto. Ouvi um barulho de portão fechando no bar do lado. Aqui, teve gente que levantou da mesa. A polícia passou pouco depois. Ouvimos o estrondo das bombas. Aí os carros voltaram a passar. Ouvi também umas cantadas de pneu, mas não deu para ver gente cruzando o canteiro central de carro”, disse a auxiliar de tesouraria Maria Tereza Goes, de 28 anos. 

Os manifestantes se dispersaram pouco antes do cruzamento com a Avenida Brigadeiro Luís Antônio. Sem voltar a agir organizadamente, alguns deles se reuniram no vão-livre do Masp, onde usavam o celular para saber o paradeiro de colegas que se perderam durante a confusão. 

Busca. Pouco antes das 22 horas, após a dispersão dos manifestantes, equipes da PM ainda percorriam o entorno da Paulista em busca de novos focos de protestos. As estações do metrô funcionavam normalmente. Na esquina da Paulista com a Rua Augusta, onde há grande concentração de jovens às sextas, o ato do Movimento Passe Livre dominava as rodinhas de discussão.

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