Com falhas em vários locais, placas começam a ser trocadas na cidade

Em 50 km, reportagem achou 114 problemas; para especialista, CET pode ser responsabilizada em caso de acidente

CAIO DO VALLE / JORNAL DA TARDE, O Estado de S.Paulo

29 Julho 2012 | 03h01

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) começou a substituir 10 mil (2%) das 450 mil placas de sinalização das ruas da capital. A troca, contudo, ainda tem deixado vários sinais ilegíveis para trás.

A reportagem percorreu 50 quilômetros de vias nas zonas norte, oeste, sul e central e encontrou 114 placas com defeitos. Desbotamentos de tinta, amassados, sujeira e pichação foram os problemas mais comuns.

Na Avenida Santo Amaro, por exemplo, ao lado da esquina com a Rua Doutor Eduardo de Souza Aranha, na zona sul, estava o pior caso. As placas destinadas à travessia dos pedestres estão em péssimas condições.

O ajudante de cozinha Rodrigo Cesar, de 26 anos, é um dos que reclamam do problema. "É um absurdo. Pagamos muito imposto para deixarem a situação ficar crítica assim."

Se ocorrer um acidente viário que poderia ter sido prevenido por placas em boas condições, a CET deve ser responsabilizada. É o que diz o engenheiro Sergio Ejzenberg, mestre em Transportes pela Universidade de São Paulo (USP). "Os órgãos de tráfego respondem objetivamente por ação ou omissão." De acordo com ele, as placas precisam ser obrigatoriamente visíveis nas condições mais adversas possíveis, como noites chuvosas.

A capital é dividida em oito gerências de trânsito. A área que mais deve receber placas novas é a de Pinheiros, Freguesia do Ó e Vila Maria, com 3.167 equipamentos. A segunda colocada na lista das que receberão sinalização renovada é a que inclui bairros da zona sul no entorno do Ipiranga e da Vila Mariana, além da Vila Prudente, na leste.

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