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Ciclovias de São Paulo têm falhas ‘pontuais’, afirma estudo

Falta de sinalização é um dos problemas; a malha de 400 km, segundo a Prefeitura, deve ficar pronta até o fim de 2016

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Luiz Fernando Toledo,
O Estado de S. Paulo

21 Janeiro 2016 | 03h00

SÃO PAULO - O Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento (IPTD), entidade internacional que promove práticas de transporte sustentável, divulgou um relatório que apontou falhas “pontuais” nas ciclovias da cidade de São Paulo. A malha de 400 quilômetros, segundo a Prefeitura, deve ficar pronta até o fim de 2016. Atualmente, a cidade tem 328,2 quilômetros de vias para bicicletas.

Dentre os principais problemas apontados estão a falta de sinalização, vias arteriais sem nível de segregação entre bicicletas e outros veículos, buracos e traçados pouco lineares, que impedem o fluxo constante dos ciclistas e utilização de sarjetas como área útil. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), em nota, informou que recebeu o levantamento e vai analisá-lo para depois se manifestar. 

A pesquisa qualitativa foi feita em novembro do ano passado por meio de visitas dos pesquisadores do instituto às ciclovias. Foram percorridos 260 quilômetros, no total, com registro de imagens. O resultado aponta as melhorias de maneira generalizada, sem especificar todos os endereços onde as falhas foram encontradas. 

Nas ciclovias das Avenida Engenheiro Caetano Álvares, na zona norte, e Jabaquara, zona sul, por exemplo, o estudo aponta a sensação de insegurança e desconforto dos ciclistas. “Algumas das principais vias arteriais da cidade, com grandes volumes de tráfego de veículos pesados, possuem infraestrutura cicloviária sem um nível de segregação adequado, especialmente se for considerada a largura das infraestruturas em questão”, diz o relatório.

Positivo. Apesar dos problemas, o gerente do IPTD, Thiago Benicchio, ressaltou que hoje há entendimento da importância das ciclovias. “Ainda não estamos em quilometragem ideal, mas o ponto positivo é que começa a se constituir uma rede na cidade”, disse. Para ele, o desafio será melhorar a qualidade das vias ao mesmo tempo em que há expansão. “É fundamental que se mantenha essa velocidade de implementação. E para isso, precisa-se de orçamento.” 

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