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Ciclovia sob o Minhocão terá floreiras e iluminação reforçada

Prefeitura ainda estuda instalar equipamentos de ginástica sob o elevado que corta a região central

Caio do Valle, O Estado de S. Paulo

30 Janeiro 2015 | 15h04

SÃO PAULO - Os baixios do Minhocão (como é popularmente conhecido o Elevado Costa e Silva), na região central, vão ganhar canteiros com flores e reforço na iluminação, com lâmpadas de LED (sigla em inglês para diodo emissor de luz), mais potentes que as atuais. Para sair do papel, essas intervenções aproveitarão as obras da ciclovia que está sendo construída sob a estrutura, e que deve ser entregue até o fim de junho. O projeto vem sendo tocado por três secretarias municipais -- Transportes, Serviços e Desenvolvimento Urbano.

Segundo Jilmar Tatto, titular da pasta dos Transportes, essa intervenção "é justamente para pensar o Minhocão como um todo". "Não é só um sistema cicloviário. É uma intervenção urbanística embaixo do Minhocão, independente do debate se derruba ou se cria um jardim (sobre o elevado). O que vamos fazer aqui é requalificar e tornar este um lugar onde as pessoas possam andar de bicicleta com tranquilidade."

Apenas as obras da ciclovia -- que está sendo construída no canteiro central de vias como a Rua Amaral Gurgel e a Avenida São João -- consumirão R$ 7,6 milhões. Tanques com vegetação serão construídos perto das pilastras do elevado, onde a ciclovia fará bifurcações. Para as faixas de bicicletas passarem ao lado das colunas, o calçamento do canteiro central está sendo alargado. Nesses trechos, grades serão instaladas para a proteção dos ciclistas.

A ciclovia terá cerca de 3,5 quilômetros de comprimento, entre as imediações da Rua Major Sertório e a região da Barra Funda, na zona oeste, onde termina o Minhocão. Ela será conectada com outras ciclovias que ocupam ruas transversais ao eixo do elevado.

O Estado apurou ainda que, além dos canteiros de flores e da iluminação reforçada, a gestão do prefeito Fernando Haddad (PT) estuda a instalação de equipamentos de ginástica embaixo da estrutura, aproveitando as bifurcações da ciclovia.

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