JB Neto/AE
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Ciclista morre atropelado na Avenida Sumaré, em São Paulo

Empresário teria sido atingido por ônibus após perder equilíbrio; ciclistas organizam manifestação

Rodrigo Burgarelli, O Estado de S. Paulo

13 Junho 2011 | 15h35

O ciclista Antonio Bertolucci, de 68 anos, morreu nesta segunda-feira, 13, após ser atropelado por um ônibus em uma alça de acesso à Avenida Sumaré, na zona oeste de São Paulo. Bertolucci era presidente do Conselho de Administração do Grupo Lorenzetti, fabricante de duchas e chuveiros. O ciclista chegou a ser levado para o Hospital das Clínicas, mas morreu um minuto após dar entrada, às 9h36 da manhã.

 

O acidente ocorreu quando o ciclista passava ao lado da Praça Caetano Fraccaroli, que dá acesso à avenida. Segundo relatos de testemunhas, Bertolucci teria perdido o equilíbrio e caído no chão. Um ônibus de uma empresa de turismo estaria passando ao seu lado neste momento e seria o responsável por atropelar o empresário.

 

Ciclistas e cicloativistas organizavam uma manifestação à noite, no mesmo local do acidente. Eles prometiam instalar uma "ghost bike" - bicicleta pintada de branco que simboliza a morte de um ciclista - e fazer uma homenagem com velas e flores. A principal reivindicação era chamar atenção para o art. 201 do Código de Trânsito Brasileiro, que determina que veículos somente devem ultrapassar bicicletas quando houver uma distância lateral de 1,5 metro.

 

Passeios diários. Antonio também era acionista do Grupo Lorenzetti. A empresa foi fundada por seu avô, Alessandro Lorezentti, em 1923, e até hoje é controlada pela família. Ele trabalhava lá desde seus 18 anos de idade - neste ano, havia completado 50 anos no grupo. A sede da empresa funciona na Mooca, na zona leste de São Paulo, para onde o ciclista ia todo dia de carro após passear duas horas de bicicleta.

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