'Chuva' de aranhas assusta moradores de distrito em São Manuel

À tarde, os aracnídeos se desprendem das teias e flutuam no espaço ou acabam caindo ao solo; crianças e jovens deixam de sair de casa com medo de serem atingidas pelas aranhas

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

20 Janeiro 2015 | 18h07

SOROCABA – Milhares de aranhas infestam a área urbana e se acumulam em árvores ou postes de iluminação do distrito de Aparecida, município de São Manuel, na região central do Estado de São Paulo. À tarde, os aracnídeos se desprendem das teias e flutuam no espaço ou acabam caindo ao solo. A 'chuva de aranhas' assusta os quase quatro mil moradores locais. Crianças e jovens deixam de sair de casa com medo de serem atingidas pelas aranhas.

De acordo com o subprefeito Marcos Jorge Rodrigues, não é a primeira vez que o fenômeno ocorre. Equipes da prefeitura removem os aracnídeos, mas não conseguem dar conta da grande quantidade deles. Nesta época, segundo ele, o aumento da temperatura e da umidade fazem com que as aranhas se reproduzam e se agrupem, formando “ninhos” de teias. “Esses aracnídeos são atraídos pela luz, por isso acabam formando colônias nos braços dos postes.”

Perto da luz, as aranhas têm alimentação fácil, pois os insetos atraídos pela luminosidade ficam presos nas teias, conta Rodrigues. Segundo ele, equipes orientadas por biólogos contratados pela prefeitura estão removendo as aranhas para fazendas da região. “Elas não são venenosas e têm um papel importante na natureza, por isso levamos para as matas que são seu habitat natural.”

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