Choque reforça policiamento no litoral

Polícia Militar desloca 200 homens a partir de hoje para Santos, São Vicente, Praia Grande e Guarujá em resposta à onda de violência

Vitor Hugo Brandalise e Gustavo Chacra, O Estado de S.Paulo

28 Abril 2010 | 00h00

O policiamento nas quatro maiores cidades do litoral sul paulista - Santos, São Vicente, Praia Grande e Guarujá - receberá hoje reforço de cerca de 200 homens do Batalhão de Choque da Polícia Militar. Por causa de uma série de assassinatos - foram 23 mortes desde o dia 18 -, o governo dos Estados Unidos advertiu cidadãos na semana passada para o risco de viajar para a região.

A PM diz que o reforço não tem relação com o alerta do Conselho Assessor de Segurança no Exterior (Osac), do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, e sim com a "situação anormal" na Baixada Santista.

Ligado ao Pentágono, o órgão recentemente também divulgou um comunicado sobre as enchentes no Rio e publicou um relatório sobre a segurança em São Paulo.

"Reforçamos o policiamento para trazer tranquilidade à população, que se assustou com os crimes. O remanejamento foi baseado nos locais onde houve, estatisticamente, mais ocorrências", disse o comandante da PM de Santos, Sérgio Delden.

Após os primeiros assassinatos, a PM já havia reforçado o policiamento na área com três pelotões da Rota - do contingente de agora, fazem parte também homens do Comando de Operações Especiais (COE).

A polícia investiga relação dos crimes na Baixada com disputas entre gangues de traficantes.

O alerta enviado pelo Osac, segundo o Consulado Geral dos Estados Unidos em São Paulo, é "um procedimento comum, feito em todo o mundo". Uma nova nota deve ser enviada aos cidadãos cadastrados "assim que o consulado detectar melhora na situação".

A advertência do governo americano para que cidadãos evitem viagens ao litoral sul paulista também não foi suficiente para incluir o Brasil na lista de países a serem evitados. O território brasileiro tampouco integra regiões consideradas de risco pela Grã Bretanha e outras nações europeias.

Ao todo, 30 países estão na lista americana. Entre eles, o México e a Colômbia. As advertências, de acordo com o Departamento de Estado dos Estados Unidos, são determinadas para "descrever condições de longo prazo que tornem um país perigoso ou instável. A advertência para viagens também é realizada quando o governo americano não tem condições de dar assistência a seus cidadãos devido à ausência de embaixada, consulado ou possuir um staff diplomático reduzido".

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