Chance de achar motorista que fale inglês é de 14,7%

Apesar de o idioma ser apontado pelos taxistas como principal melhoria na capacitação, 71,2% só sabem português

O Estado de S.Paulo

26 Julho 2012 | 03h04

A língua estrangeira não é o forte dos motoristas de táxi de São Paulo. A chance de um turista que fale inglês se comunicar em sua língua com um taxista na cidade é de 14,7%. E 71,2% dos motoristas não falam nenhum idioma além do português.

Para suprir essa deficiência, a São Paulo Turismo (SPTuris) pretende oferecer cursos de idioma aos taxistas da cidade, assim como vem fazendo com funcionários do Mercado Municipal, na região central, e com guardas-civis metropolitanos (GCMs).

O segundo idioma mais falado pelos motoristas é o espanhol, com 9,2%, seguido por japonês (1,3%) e francês (1,1%). Na sequência, vem uma série de línguas com menos de 1% do total, que inclui tupi, grego e árabe.

O idioma é apontado por 67,5% dos taxistas como a principal melhoria na capacitação. Em segundo lugar, 11,7% gostariam de entender mais de gestão de negócios.

O diretor da SPTuris, Luiz Sales, afirma que o órgão vem desenvolvendo outros programas, como o CapaCidade, em que mil taxistas tiveram aulas sobre vários aspectos da capital paulista e da profissão. "Alguns gostaram tanto que acharam que deveria ser obrigatório", afirma Sales.

Segundo ele, porém, uma das dificuldades de incluir os motoristas nesses programas é causada pelo fato de eles trabalharem durante muitas horas por dia.

De acordo com a pesquisa, 53,3% dos taxistas têm ensino médio - 10,8% têm ensino superior completo e apenas 9,5% completaram a etapa básica da escola.

Escassez. O diretor da SPTuris reconhece que paulistanos e turistas enfrentam problemas na hora de conseguir táxis na cidade. Segundo ele, o problema pode ser causado mais pela distribuição desigual dos taxistas no território da cidade do que pela quantidade de motoristas disponíveis. "Alguns têm uma atuação muito regionalizada em determinadas áreas da cidade. E às vezes acaba tendo essa falta durante grandes eventos", diz.

De acordo com ele, devem ser emitidos mais 1.400 alvarás nos próximos dois anos. E uma das saídas para esse problema - aponta Sales - é o cadastramento de taxistas para atuarem nos grandes eventos da capital, como já acontece na época do carnaval.

Eventos. Para 38% dos taxistas da capital, o Grande Prêmio de Fórmula 1 é considerado o megaevento mais importante da capital. Em seguida, estão as feiras (23,1%) e os shows (14,9%).

A esperança de 33% dos profissionais da categoria é que a Copa do Mundo de 2014 melhore sua rotina - 22,2% deles acreditam que o evento melhorará "um pouco". / A.R.

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