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Cetesb exige estudo do reparo na barragem do Paraíba do Sul

- Atualizado: 11 Fevereiro 2016 | 20h 49

Agência havia inspecionado o local havia três meses e não constatou irregularidade; acidente deixou 660 mil pessoas sem água

Empresa mineradora fazia extração de areia no Rio Paraíba do Sul

Empresa mineradora fazia extração de areia no Rio Paraíba do Sul

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS - A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) informou nesta quinta-feira, 11, que vai exigir o estudo de estabilidade da barragem de mineração de areia que foi reconstruída em Jacareí. Na última sexta-feira, 5, por conta do depósito irregular de rejeitos, a barragem se rompeu e a lama atingiu o Rio Paraíba do Sul, deixando duas cidades e mais de 660 mil pessoas sem o abastecimento de água.

Os serviços de reparo foram realizados pela empresa responsável pelo acidente, a Rolando Comércio de Areia Ltda. Para a aprovação desses serviços, que vai avaliar as condições em que foram feitos, o estudo será realizado pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).

O acidente ocorreu pelo elevado volume de rejeitos depositados irregularmente em uma lagoa de propriedade de outra mineradora, a Meia Lua I, que passa pelo processo de renovação de licenciamento. Segundo a agência ambiental, controlada pelo governo do Estado, nas últimas inspeções realizadas nas mineradoras, em julho 2015 na Rolando Comércio de Areia Ltda., e em novembro 2015 na Mineração Meia Lua I Ltda., não foi constatada tal irregularidade.

Os impactos causados e as sanções administrativas estão sendo avaliados conforme a legislação vigente e serão divulgados na próxima semana, informou a agência. Não foi possível quantificar o volume de águas residuárias que atingiu o Rio Paraíba do Sul em razão da variação da profundidade da lagoa.

O acidente deixou aproximadamente 660 mil habitantes das cidades de São José dos Campos e Pindamonhangaba sem água no feriado de carnaval. O serviço de tratamento realizado pela Sabesp ficou comprometido por causa do alto índice de turbidez e a presença de alumínio e ferro. Entretanto não houve prejuízos para a vida aquática local.

 

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