CENÁRIO: experiência com grupos sociais pode contar a favor

O médico Fábio Mesquita enfrentará uma série de desafios no cargo que passa a ocupar a partir de julho. O programa de aids do País - que já foi referência mundial - não tem mais as ONGs como braço direito para as ações de prevenção, adota estratégias tímidas de tratamento e sofreu forte redução do quadro de funcionários.

Lígia Formenti, O Estado de S.Paulo

28 Junho 2013 | 02h02

A epidemia de aids no Brasil está estabilizada, mas em patamares considerados altos. Por isso, avaliam analistas, as estratégias de prevenção estão descoladas da realidade. A ênfase é dada no público em geral, enquanto o ideal seria focar nos grupos mais vulneráveis, como gays, prostitutas e usuários de drogas. Amarrado a acordos feitos com grupos políticos religiosos, o governo teme qualquer estratégia considerada inovadora que possa resvalar na polêmica.

A experiência de Mesquita com grupos sociais da área pode contar a seu favor para uma reaproximação e, depois, adoção de ações mais ousadas.

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