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São Paulo

Geraldo Alckmin

Casos de latrocínio, roubo, estupro e furto aumentam no Estado de São Paulo

Homicídios voltaram a ter queda, segundo gestão Alckmin

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Felipe Resk,
O Estado de S. Paulo

24 Março 2016 | 19h09

SÃO PAULO - O Estado de São Paulo registrou aumento no número de latrocínios, roubos e estupros em fevereiro, em relação ao mesmo mês de 2015, segundo dados do governo Geraldo Alckmin (PSDB) divulgados nesta quinta-feira, 24, pela Secretaria da Segurança Pública (SSP). Os índices de furto e furto de veículos também subiram. Em contrapartida, a gestão voltou a anunciar redução nas estatísticas oficiais de homicídios. 

Em fevereiro, foram registrados 23 casos de latrocínio (roubo seguido de morte) em São Paulo - três a mais se comparado com o mesmo período de 2015. Como número de vítimas é equivalente ao de ocorrências, o aumento nos dois índices foi de 15%, de acordo com o secretário da Segurança Pública, Alexandre de Moraes.

Segundo Moraes, a alta nos latrocínios foi provocada pelo aumento de casos no interior, principalmente na região de Sorocaba. No interior, foram oito ocorrências em fevereiro de 2015, ante 15 no mesmo mês deste ano - um aumento de 87,5%. Na capital, o crime caiu 37,5% (de oito para cinco casos), enquanto a Grande São Paulo registrou queda de 25% (de quatro para três casos).

O secretário disse que o aumento do índice está relacionado ao aumento de roubos. “Latrocínio é o que crime de menor previsibilidade estatística”, afirmou Moraes. “Para combater latrocínio, precisamos combater o roubo.”

Após registrar alta no último trimestre de 2015 e cair em janeiro, as estatísticas de roubo voltaram a subir em fevereiro no Estado. Ao todo, foram 25.643 ocorrências registradas neste ano, ante 23.876 no mesmo mês do ano passado - um aumento de 7,4%. O índice de furtos, por sua vez, subiu 16,7%, com 42.158 notificações. Em fevereiro de 2015, o total de ocorrência registradas foi de 36.124.

A estatística de estupro subiu 8,45% em São Paulo, com 783 registros em fevereiro. No ano anterior, as notificações somaram 722 casos. O aumento no Estado aconteceu apesar da queda tanto na capital (4,91%) quanto na Grande São Paulo (6,8%). No interior, o índice subiu 19,17%, saltando de 412 para 491 notificações na comparação entre os períodos.

Segundo Moraes, a alta está sob análise, já que os crimes sexuais, historicamente, apresentam grande subnotificação. “Em relação ao estupro, temos de verificar de uma forma diferente: se foi uma questão de aumento das notificações, aumento do crime, ou as duas coisas”, afirmou o secretário.

Morte suspeita. Moraes informou ontem que a Coordenadoria de Análise e Planejamento (CAP), setor responsável por compilar estatísticas criminais, passou a especificar os boletins de ocorrência registrados como “morte suspeita” em São Paulo. A medida foi tomada após o Estado revelar 21 casos com históricos de assassinato que foram registrados dessa forma.

Para o secretário, a decisão deve eliminar dúvidas de que o aumento de “mortes suspeitas” esteja relacionado à queda de homicídios. “Estamos pegando não só o gênero (morte suspeita), mas também a espécie.” Moraes disse que os BOs de 2015 e 2014 já foram analisados. Segundo ele, a grande maioria é de mortes naturais, acidentes de trânsito, atropelamentos ou suicídios.

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