JOSÉ PATRÍCIO/ESTADÃO
JOSÉ PATRÍCIO/ESTADÃO

Caso Gurman: TJ mantém indenização à família

Em segunda instância, acusados de atropelar e matar administrador em 2011 conseguiram reduzir valores; discussão no âmbito criminal não terminou

O Estado de S. Paulo

29 Setembro 2016 | 00h07

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) confirmou nesta quarta-feira, 28, em segunda instância, a condenação da nutricionista Gabriella Guerreiro e do empresário Roberto de Souza Lima a indenizar a família do administrador Vitor Gurman, morto em um acidente de trânsito em 2011. Em abril, eles haviam sido condenados a pagar cerca de R$ 1,5 milhão e apelaram para reduzir o valor. Ainda cabe recurso.

A decisão divulgada nesta quarta mantém a necessidade de indenização, mas reduz os valores a serem pagos em cerca de R$ 300 mil. O Estado não obteve contato nesta quarta com os advogados das partes para saber se haverá recurso. Um dos pontos em disputa é a indenização para a avó da vítima.

O administrador Vitor Gurman foi atropelado na calçada da Rua Natingui, na Vila Madalena, zona oeste paulistana, por um Land Rover que trafegava em alta velocidade, em 23 de julho de 2011. A motorista do veículo, a nutricionista Gabriella, que estava acompanhada do então namorado Lima, derrubou um poste e o carro tombou. 

Gurman morreu seis dias depois. No âmbito criminal, a nutricionista foi denunciada por homicídio doloso (quando há intenção de matar), mas a Justiça ainda não decidiu se irá a julgamento. O caso está sob responsabilidade da juíza Eliana Cassales Tosi de Mello e sua última movimentação, segundo o registro online do TJ-SP, data do mês passado.

Até agora, como punição pela morte, Gabriella teve a carteira nacional de habilitação (CNH) cassada e ficou proibida de sair à noite, entre maio e julho de 2013, mas já recuperou todos os seus direitos.

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