Paulo Saldaña
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Carnaval de rua na Vila Madalena acaba com bombas de efeito moral

Foliões começaram a brigar e lançaram garrafas de vidro nos PMs que faziam a dispersão dos blocos; ao menos quatro ficaram feridos

Paulo Saldaña, O Estado de S. Paulo

17 Fevereiro 2015 | 01h06

Atualizado às 2h03

SÃO PAULO - O carnaval de rua na Vila Madalena, zona oeste de São Paulo, terminou em confusão e o uso de bombas de efeito moral pela polícia na noite desta segunda-feira, 16. Pelo menos quatro pessoas ficaram feridas.

A Polícia Militar tem feito, durante os dias do feriado de carnaval, um cordão de isolamento para dispersar, até uma hora da manhã, os blocos de rua que tomam as ruas do bairro. Nesta segunda-feira, enquanto a PM fazia o isolamento, um grupo de foliões começou a brigar na esquina das Ruas Fidalga e Aspicuelta e alguns envolvidos no tumulto jogaram garrafas de vidro nos agentes, que reagiram com bombas de efeito moral.

Antes disso, um briga generalizada ocorreu na no mesmo local quando grupos de torcedores começaram a entoar gritos de torcida. O clima já era tenso desde às 23h. Um policial ficou ferido por uma garrafa arremessada na confusão na Vila Madalena, segundo do capitão Eliseu Chaves de Oliveira, comandante da operação. "Embora a Prefeitura coloque um horário para acabar, as pessoas não respeitam", disse. "Vamos seguir com o nosso planejamento de dispersão. Se tem resistência, temos nossos meios para dispersar".

Ao menos quatro pessoas ficaram feridas. A reportagem viu dois machucados - um estava com a cabeça sangrando - e a PM confirmou mais outro folião ferido, além do policial. A operação na Vila contou com 218 policiais, 30 viaturas e 15 motos. À 1h37, a Rua Aspicuelta já estava sendo lavada. "Não é um local ideal para o carnaval. Muita gente vem e toma uma proporção gigantesca", diz o capitão. Embora a Prefeitura tenha proibido a venda de garrafas de vidro, muitas ficaram pelo chão. "É difícil coibir a entrada de vendedores ambulantes", afirmou Oliveira.

Pouco antes das 2h de terça-feira, 17, policiais militares voltaram a usar bombas para dispersar o público, desta vez a Rua Inácio Pereira da Rocha, último local onde havia concentração de pessoas. Viaturas e motos chegaram para colaborar com a dispersão, com sirenes e giroflex ligados. Não havia detidos até esse horário.

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