Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Cantareira volta a subir e precisa de 0,3 para sair de volume morto

Sem registrar baixa há 2 meses, sistema opera com 29% e precisa atingir 29,3% para deixar de bombear água da reserva profunda

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

29 Dezembro 2015 | 11h24

SÃO PAULO - Há mais de dois meses sem sofrer queda, o Cantareira voltou a registrar alta no nível dos reservatórios e está a 0,3 ponto porcentual de sair do volume morto, segundo aponta relatório da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), divulgado nesta terça-feira, 29. Já os sistemas Guarapiranga, atual responsável por abastecer o maior número de pessoas na capital e Grande São Paulo, e Rio Grande tiveram perda no volume de água represada.

Considerado o principal sistema hídrico de São Paulo, o Cantareira subiu pelo 27º dia seguido e opera com 29% da capacidade, de acordo com índice tradicionalmente divulgado pela Sabesp, que considera duas cotas do volume morto como se fossem volume útil do sistema. O aumento foi de 0,4 ponto porcentual, já que, no dia anterior, os reservatórios do sistema estavam com 28,6%. A última baixa registrada no Cantareira foi há mais de dois meses, no dia 26 de outubro, quando o nível desceu de 15,7% para 15,6%.

Para deixar de bombear água da reserva profunda, o manancial precisa atingir 29,3% da capacidade. O índice deve ser alcançado ainda em 2015, caso a média de rendimento neste mês se mantenha nos próximos dois dias. Responsável por abastecer 5,2 milhões de pessoas, o Cantareira iniciou dezembro com 19,5% do volume armazenado de água e subiu 9,5 pontos porcentuais nesse período.

De acordo com o índice negativo, que passou a ser divulgado após decisão judicial, o sistema subiu 0,4 ponto porcentual e está com - 0,3%. Já na terceira medição, o Cantareira passou de 22,1% para 22,4%. A alta foi de 0,3 ponto. 

A chuva tem ajudado na recuperação do sistema, cuja pluviometria superou as expectativas em setembro, novembro e dezembro. Só nas últimas 24 horas, a foram registrados 15,6 milímetros, o que fez o valor acumulado neste mês saltar para 252,8 mm. A média histórica é de 219,4 mm para o mês inteiro.

Além disso, a Sabesp reduz a pressão nas tubulações, o que deixa algumas regiões de São Paulo por horas sem abastecimento. A gestão Geraldo Alckmin (PSDB) também oferece bônus para quem conseguir economizar água e aplica multa nos chamados "gastões".

Outros mananciais. Responsável por atender 5,8 milhões de pessoas, o Guarapiranga desceu 1,2 ponto nesta terça-feira. Os reservatórios operam com 90,9% da capacidade, ante 92,1% no dia anterior. O Rio Grande também teve queda e passou de 96,6% para 96,3%.

Atravessando crise severa, o Alto Tietê subiu pelo 17º dia seguido e está com 23,3% - índice que considera um volume morto adicionado no ano passado. A alta foi de 0,2 ponto porcentual. No dia anterior, os reservatórios estavam com 23,1%.

Proporcionalmente, o Alto Cotia foi quem teve o maior aumento: 1 ponto porcentual. Com a alta, o sistema passou de 83,4% para 84,4%. Já o Rio Claro subiu 0,5 ponto e está com 71% da capacidade.

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