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Cantareira completa quarto mês consecutivo sem sofrer queda

Manancial fechou fevereiro com chuva acima do esperado e 53% da capacidade; outros quatro superaram expectativa de precipitação

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Juliana Diógenes,
O Estado de S. Paulo

29 Fevereiro 2016 | 10h52

SÃO PAULO - Em mais um dia de chuva, o nível de todos os sistemas hídricos de São Paulo registrou aumento no volume armazenado de água, de acordo com relatório da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) divulgado nesta segunda-feira, 29. O principal deles, o Cantareira, subiu pelo 14º dia consecutivo e fechou o mês de fevereiro sem sofrer nenhuma queda.

Responsável por abastecer 5,2 milhões de pessoas na capital e na Grande São Paulo, o Cantareira opera com 53% da capacidade. A alta foi de 0,4 ponto porcentual comparado ao dia anterior, quando o manancial estava com 52,6%. Esses porcentuais, tradicionalmente divulgados pela companhia, consideram a reserva profunda como se fosse volume útil do sistema. 

Em janeiro, o volume acumulado do Sistema havia fechado em 45,4% - elevação de 7,6 pontos porcentuais em fevereiro. A última queda do nível do Cantareira foi no dia 22 de outubro, quando o volume de água represada desceu de 15,7% para 15,6%.

Nas últimas 24 horas, choveu sobre a região do Cantareira apenas 14,3 mm. Com 236,4 mm acumulados, o sistema superou a média histórica de precipitação para o mês (202,4 mm).

Segundo o índice que calcula a reserva profunda como volume negativo, o nível do manancial também avançou 0,3 ponto porcentual e passou de 23,4% para 23,7%. Já o terceiro índice, que era de 40,7% neste domingo, 28, atingiu 41%.

Outros mananciais. Também teve acréscimo o Sistema Alto Cotia, que opera com 100,7% ante 100% do dia anterior. O aumento de 0,7 ponto porcentual se deu após chover 33 mm sobre os reservatórios. 

Dos seis sistemas de abastecimento, cinco registraram pluviometria acumulada em fevereiro acima do esperado. O único que não ultrapassou a média histórica do mês foi o Sistema Alto Cotia, onde choveu 116,8 mm no período. O volume, no entanto, não foi suficiente para superar a marca histórica: 179,4 mm.

Usado para socorrer o Cantareira, o Guarapiranga teve alta de 1,3 ponto porcentual e variou de 84,3% para 85,6%. O sistema localizado na zona sul da capital superou a expectativa de chuva para fevereiro. A precipitação acumulada é de 276,4 mm, enquanto a média histórica é de 192,9 mm.

Por sua vez, o nível do Alto Tietê aumentou 0,8 ponto porcentual e passou de 32,7% para 33,5% nesta segunda-feira. Os porcentuais consideram o volume morto adicionado em 2014. Na região do reservatório, choveu 222 mm em fevereiro - o esperado era 194,4 mm.

O nível dos Sistemas Rio Grande e Rio Claro também subiu. Nas últimas 24 horas, a pluviometria acumulada no Rio Claro levou o manancial a superar a média histórica para o mês. As chuvas abasteceram os reservatórios com 65,2 mm, e o nível fechou fevereiro com 242,6 mm de pluviometria, ante 238,3 mm da marca esperada.

O Rio Claro teve o maior aumento entre todos os sistemas (8,2 pontos porcentuais) e opera com 91,4%, contra 83,2% deste domingo, 28. Já o Rio Grande subiu 1,9 ponto porcentual, atingindo 90,3% da capacidade - antes, acumulava 88,4%.

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