Marcos Bezerra/Futura Press
Marcos Bezerra/Futura Press

Caminhão tomba sobre faixa de pedestres e mata menina na zona norte de SP

Garota e 2 amigas aguardavam para atravessar via e ir à escola quando foram atingidas na Avenida Raimundo Pereira de Magalhães

Ana Paula Niederauer e Bibiana Borba, O Estado de S.Paulo

12 Setembro 2017 | 08h21
Atualizado 12 Setembro 2017 | 17h08

SÃO PAULO - Três garotas foram atingidas por um caminhão de bebidas que tombou na Avenida Raimundo Pereira de Magalhães, próximo à Estrada de Taipas, na zona norte de São Paulo, na manhã desta terça-feira, 12. A estudante Júlia Maria Firmino, de 13 anos, morreu por volta das 7 horas.

Júlia e mais duas amigas, ambas de 14 anos, estavam a caminho da Escola Municipal Professora Nany Benute e aguardavam o semáforo de pedestres ficar verde, quando um carro parou no farol amarelo e um caminhão do tipo Veículo Urbano de Carga (VUC), que estava atrás, não conseguiu frear e tombou, arrastando as meninas.

Conforme o Corpo de Bombeiros, o condutor, em choque, permaneceu no local para acionar o resgate e tentar prestar socorro às vítimas.

O veículo estava carregado de engradados com garrafas e latas de refrigerantes, que foram derramados sobre a pista. A Avenida Raimundo Pereira de Magalhães foi interditada para os trabalhos de resgate e perícia. Até as 10h30, ainda havia bloqueio e desvios do trânsito no local.

Funcionário de um estacionamento que fica em frente ao local do acidente, Antônio Barreto estava do outro lado da pista, aguardando para atravessar, e viu todo o desastre. "As meninas foram arrastadas pelo caminhão. Tentaram puxar a Júlia, mas ela ficou embaixo e infelizmente não conseguiu escapar", afirmou.

O pai de Júlia, Márcio Benedito Rocha, deixou a garota próximo a escola, como de costume, e disse que sempre aconselhou a filha a ter cuidado para atravessar a rua.

"Uma fatalidade, infelizmente foi com a minha filha, única filha", afirmou Rocha.

Rocha disse que a filha tinha faltado a aula nesta segunda-feira, 11, porque estava com dor de cabeça. 

"Mas hoje a Júlia foi para escola porque tinha prova. Ela era uma menina amorosa, estudiosa, todos da nossa rua gostavam dela. Foi questão de 5 minutos, eu deixei ela na esquina porque tinha muito trânsito e logo aconteceu a tragédia. É muito triste pensar que ela não está mais aqui", lamentou Rocha

As outras duas vítimas, Taíssa Rodrigues Munhoz e Isabella Oliveira Silva foram socorridas e levadas ao Hospital Geral de Taipas. Taissa já foi liberada e Isabella foi transferida para realizar exame de tomografia no Hospital de Osasco.

A Coca-Cola, dona do caminhão, em nota, lamentou o ocorrido e disse que se solidariza com os familiares das vítimas. " A empresa ressalta que está dando prioridade ao atendimento aos envolvidos e prestando toda assistência e amparo às famílias. A empresa informa que está  contribuindo com as autoridades para o esclarecimento das causas do acidente". 

Segundo Emílio Pernambuco, delegado titular do 74 DP, o motorista do caminhão passou pelo teste do bafômetro no local do acidente e o exame constatou que não havia sinal de embriaguez.

O delegado afirmou que aguarda as imagens das câmeras que estão no local e a perícia técnica no tacógrafo do caminhão para saber se o veículo estava em alta velocidade. "Estamos investigando o caso, em princípio o caso está sendo investigado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, mas ainda é cedo e precisamos apurar o que houve de fato", disse Pernambuco.

 

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