Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Calor causa término mais cedo de expediente em unidade de saúde

Gestante se irritou após não ser vacinada, em razão do fim precoce da jornada de parte dos funcionários de UBS no Guarujá

Zuleide de Barros, Especial para o Estado

21 Janeiro 2015 | 14h45

GUARUJÁ - O fechamento da sala de vacinação de uma unidade básica de saúde do Guarujá, antes do horário previsto, em razão do forte calor da última terça-feira, dia 20, deixou uma mulher grávida  revoltada. Ela fotografou o cartaz feito pelos funcionários e postou nas redes sociais, mostrando toda a sua indignação. A placa tinha a seguinte inscrição: "Devido à temperatura insuportável, as salas de vacinação e curativo ficarão abertas das 8 às 13 horas". O expediente normal da UBS se estende até as 17 horas. 

Grávida de seis meses, a ajudante de despachante aduaneiro, Camila Yokoyama Saibro, procurou a UBS do Pae Cará, localizada no distrito de Vicente de Carvalho, em Guarujá, a fim de solicitar a segunda via da sua caderneta de vacinação e também para ser vacinada. Mesmo tendo visto o cartaz, a munícipe não se conformou e foi procurar a enfermeira da unidade, que se negou a atendê-la, informando que o pessoal do setor havia ido embora por causa do forte calor, uma vez que o ar-condicionado não estava funcionando.

Ao tomar conhecimento da ocorrência, a Secretaria Municipal de Saúde informou que vai investigar a denúncia, adiantando que a unidade não foi autorizada a abreviar o seu expediente.

Bancos. As altas temperaturas e a falta de condições de trabalho levaram o Sindicato dos Bancários de Santos e região a paralisar as atividades das agências do Banco do Brasil (BB) em Peruíbe e Itanhaém na última segunda-feira, 19. "Os funcionários estavam sendo obrigados a trabalhar sob calor intenso por falta de ar-condicionado", alegaram os dirigentes do sindicato. Segundo informou o presidente do sindicato, Ricardo Saraiva, a temperatura no interior das agências é superior a 30 graus. "Em Itanhaém, apesar de trocarem o ar-condicionado central, a máquina ainda não estava funcionando", afirmou o tesoureiro do sindicato e funcionário do BB, João Carlos Faria. 

Saraiva, o dirigente dos bancários na região, informa que todos os anos, em meados de outubro, alerta os bancos sobre a necessidade de manutenção dos sistemas de refrigeração, a fim de evitar condições impraticáveis para os bancários e para a população em geral.

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