Busca pelo ''vidro certo'' foi um dos desafios

Busca pelo ''vidro certo'' foi um dos desafios

A maior dificuldade na restauração do vitral foi encontrar o vidro certo para substituir aqueles que se desgastaram com o tempo. O material usado datava do século passado. "São peças que não encontramos com facilidade, mas consegui comprar vidros bem parecidos em São Paulo", diz o vitralista Riedel Leite de Freitas, que teve o trabalho acompanhado por técnicos do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac).

, O Estadao de S.Paulo

05 Abril 2010 | 00h00

"Como a casa é tombada, todas as decisões passam pela avaliação do instituto. Isso é muito bom, pois preserva as características e a história", explica Riedel. Depois de comprado os vidros, ele teve de queimar alguns módulos para refazer a pintura. "É o que chamamos de gravação. A temperatura deve ficar entre 500° C e 550° C. Se passar disso, o trabalho fica comprometido."

Muitos dos danos sofridos foram causados pelo vapor do restaurante e pela ação do ar condicionado do local. Para evitar que isso ocorra novamente, o especialista revestiu o vitral com vidro de 4 milímetros de espessura. Além do revestimento, uma tela bem fina, afixada acima do vitral, protege a claraboia de mosquitos e da poeira vindos da rua.

"Acima do vitral é o céu. O telhado é aberto justamente para entrar a claridade. A tela é para impedir que caiam bichos, água da chuva e poeira da rua", diz o chef Renato. / G.M.

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