Burocracia para indenizar

FURTO NOS CORREIOS

O Estado de S.Paulo

20 Dezembro 2011 | 03h02

Em 3/10 postei um produto pelo PAC (serviço de remessa econômica dos Correios) na cidade do Rio de Janeiro. Os remetentes eram Anson Shen e/ou Carlos Eduardo Fernandes e o destinatário, Carlos Eduardo Fernandes. Passaram-se mais de 30 dias da postagem e não recebi o PAC. Entrei em contato com os Correios e soube que a encomenda havia sido furtada no centro de distribuição. Pior do que o furto é o fato de eles terem registrado apenas um nome como remetente, quando na verdade eram dois. Agora, após registrar mais de dez reclamações, os Correios se negam a pagar a indenização em meu nome (indenização que não cobre um décimo do valor do produto furtado). Dizem que o nome registrado por eles é o que interessa. Os Correios registram o PAC de forma incompleta, meu objeto é furtado, ninguém é responsabilizado por isso e eu não tenho direito à indenização?

CARLOS EDUARDO FERNANDES / TAUBATÉ

Os Correios informam que foi providenciada indenização de R$ 62,60 (tarifa postal, mais seguro) em razão do extravio e que o valor foi pago por meio de crédito na conta corrente indicada pelo leitor.

O leitor desmente: Indiquei minha conta corrente para receber a indenização, mas me disseram que o valor só poderia ser depositado na conta corrente de Anson Shen. Insisti dizendo que eu havia postado o objeto e tenho o cupom de postagem. Mas, mesmo assim, se negaram a depositar na minha conta. Pela resposta, parece que está tudo resolvido, até disseram que eu indiquei uma conta corrente. No entanto, reitero que isso é mentira.

IMPRUDÊNCIA

Risco no ponto de ônibus

Todos os dias, no ponto de ônibus do corredor Cupecê, imagino a tragédia que se daria, se um dos motoristas de carro particular que invadem o corredor de ônibus em alta velocidade perdesse o controle do veículo. Ele pegaria em cheio a plataforma de passageiros. Os motoristas não respeitam o corredor de ônibus e a Prefeitura não fiscaliza. Em 1.º/12, por exemplo, um motorista invadiu um ponto de ônibus do corredor Vicente Rao, subiu na plataforma de passageiros e a tragédia só não foi maior porque não havia ninguém no ponto. A Prefeitura deveria destinar guardas ao corredor para coibir esses maus motoristas e multá-los.

JOÃO ADÃO GOMES DA SILVA

/ SÃO PAULO

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) diz que a fiscalização nos corredores de ônibus é realizada periodicamente pelas equipes operacionais da CET e pela Polícia Militar. Transitar nessa faixa é infração grave.

O leitor contesta: Não sei onde estão essas equipes da CET, pois tomo ônibus todos os dias nesse corredor e nunca vi nenhuma fiscalização.

O prefeito insiste em fazer vista grossa aos ônibus articulados e biarticulados, que mais parecem composições ferroviárias e transitam livremente pelas ruas, fora dos corredores exclusivos de ônibus. E o caos se instala toda a vez que eles tentam dobrar uma esquina.

MOYSES CHEID JUNIOR

/ SÃO PAULO

SERVIÇO 'SEM PARAR'

Tarifa questionável

Sou cliente do serviço Sem Parar/Via Fácil para cobrança eletrônica de pedágios e estacionamentos. Recentemente, recebi a cobrança de uma Tarifa de Habilitação (R$ 66,72) adicional à mensalidade. Questiono se essa cobrança é válida, pois não corresponde a um serviço prestado ou a equipamento fornecido. O chip já está instalado no veículo e, por enquanto, não há necessidade de trocá-lo ou aferi-lo. A explicação apresentada é de que a cada cinco anos essa taxa é cobrada.

FERNANDO Q. S. KNEESE

/ SÃO PAULO

O Sem Parar/Via Fácil diz que o pagamento da Taxa de Habilitação consta do termo de adesão ao

serviço. Informa que a prestação do serviço é válida por cinco anos em razão da vida útil média do equipamento de radiofrequência (tag) usado pelos clientes. A taxa a que o leitor se refere é o que torna viável a aquisição dos tags, importados.

O leitor reclama: Uma representante do Sem Parar/Via Fácil me telefonou e manteve a cobrança da taxa. Em nenhum momento ela informou que a Taxa de Habilitação é destinada à substituição do tag, atualmente em perfeito funcionamento. O termo de adesão diz que essa taxa é cobrada para liberação do tag, sem relação direta com sua substituição. Mantenho a minha posição de que a taxa não está relacionada a um produto ou serviço efetivamente fornecido e, portanto, é questionável do ponto de vista comercial e lesiva ao cliente.

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