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Hélvio Romero/Estadão

Bruno Covas vai comandar a Secretaria das Subprefeituras

Pasta que ficará com o vice-prefeito eleito pode ainda ser ampliada, com funções hoje da Secretaria de Serviços

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Adriana Ferraz e Pedro Venceslau ,
O Estado de S. Paulo

18 Outubro 2016 | 04h00

O deputado federal Bruno Covas (PSDB), eleito vice-prefeito de São Paulo na chapa com o também tucano João Doria, vai comandar a Secretaria Municipal de Coordenação das Subprefeituras, que será ampliada em 2017 e passará a ser chamada de Prefeituras Regionais. A pasta é considerada uma das mais importantes da gestão, por servir de canal direto com a população e ainda agregar aliados.

A indicação de Covas faz parte de uma estratégia aprovada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), de olho na disputa pelo governo do Estado em 2018 ou mesmo na sucessão de Doria daqui a quatro anos. Responsável pela costura da “chapa pura” do partido neste ano, Alckmin quer cacifar o neto de Mario Covas, o homem que o lançou na política estadual, para ambas as opções. 

À frente das administrações regionais, o tucano participará de eventos locais, receberá lideranças, aprovará pequenas obras de zeladoria e ainda negociará indicações de partidos aliados para compor os quadros da pasta. Esse contato diário é visto como essencial para tornar o vice um nome ainda mais forte dentro do partido – em 2014, Covas foi eleito deputado federal pela primeira vez com 352 mil votos, a quarta maior votação de São Paulo.

Para assumir suas novas funções, ele se licenciará do Congresso Nacional. Em seu lugar assumirá o ex-tucano Mendes Thame, hoje no PV. Desde o início da campanha, no entanto, o deputado firmou-se em São Paulo. Foi presença constante ao lado de Doria nas agendas oficiais e hoje continua participando de eventos com candidatos tucanos que disputam o segundo turno, como Orlando Morando, em São Bernardo do Campo, e Paulo Serra, em Santo André – ambas no ABC.

Ano que vem, quando assumir a secretaria, Covas será responsável pela criação das três novas prefeituras regionais anunciadas por Doria. Jaraguá, na zona noroeste, deve ser uma delas. 

Serviços. Com Bruno Covas no comando, a secretaria que reunirá as Prefeituras Regionais poderá também assumir as funções hoje atribuídas à Secretaria Municipal de Serviços. Aliados de Doria consideram uma possibilidade unir as pastas dentro da estratégia de enxugar o número total de secretarias – hoje são 27 e Doria já afirmou que deseja reduzir para 20. “Esse tema, porém, está sendo estudado com cautela. A ideia é boa, mas a pasta não pode ficar muito grande, difícil de administrar”, diz um tucano próximo do prefeito eleito.

Com ou sem a junção das pastas, o orçamento reservado para a coordenação das Prefeituras Regionais deve ser revisto ainda neste ano, durante o processo de aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA). O projeto formulado pela gestão Fernando Haddad (PT) prevê R$ 513 milhões para as 32 atuais subprefeituras. O valor é 25% menor que o orçamento vigente para este ano, de R$ 685 milhões. No geral, a arrecadação prevista é de R$ 54,7 bilhões.

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