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Brasília monitora situação, mas não houve pedido de ajuda

FÁBIO BRANDT / BRASÍLIA , JÚLIO CÉSAR LIMA/ CURITIBA , ESPECIAL PARA O ESTADO - O Estado de S.Paulo

26 Agosto 2014 | 02h 01

Secretaria só deve se pronunciar após o fim do motim; somente neste ano foram registradas 18 rebeliões no Estado

O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), em campanha pela reeleição, não solicitou até o início da noite de ontem ajuda do governo federal para lidar com a crise na Penitenciária Estadual de Cascavel, conforme informou o Ministério da Justiça. A pasta destacou que as autoridades de Brasília estão "monitorando" a situação do Paraná.

É preciso um pedido formal do governo paranaense para que a gestão federal ajude na repressão contra a rebelião ou no atendimento às reivindicações dos presos. Dois casos recentes em que a ajuda foi solicitada foram os do Maranhão e de Santa Catarina. O caso maranhense começou a ganhar notoriedade no fim de 2013, quando a Casa de Detenção de Pedrinhas foi palco de confronto entre duas facções criminosas. A crise se arrastou até 2014. Imagens chocantes de presos decapitados foram divulgadas. E o governo local aceitou ajuda e o envio da Força Nacional. Também em 2013 diversas cidades catarinenses registraram ataques com incêndio de carros e disparos de tiros. Um dos atos do governo local foi solicitar a transferência de líderes criminosos de presídios estaduais para federais.

Ação local. O Paraná informou que o assunto será tratado no âmbito da Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania (Seju). Em um ano, já foram registradas 18 rebeliões no Estado. A secretária Maria Tereza Uílle não se pronunciou desde o início da crise e só deve falar após o fim de todos os motins.

Como parte de um acordo feito entre a Justiça e os presos, 600 detidos deverão ser transferidos. Segundo o presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen), Antony Johnson, a rebelião é consequência da falta de segurança e más condições de trabalho oferecidas pelo governo.

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