Bope deixa o Alemão, mas fica na zona norte

Apesar do anúncio na terça-feira pelo Comando de Polícia Pacificadora de que o Batalhão de Operações Especiais (Bope) ocuparia o Complexo do Alemão, na zona norte do Rio, por tempo indeterminado, a tropa de elite da PM fluminense deixou a favela na madrugada de ontem.

MARCELO GOMES, ANTONIO PITA, RIO, O Estado de S.Paulo

26 Julho 2012 | 03h04

As equipes foram transferidas para três morros na zona norte. A ordem foi dada após a PM receber a informação de que traficantes que participaram do ataque à sede da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Nova Brasília e da emboscada que resultou na morte da soldado Fabiana Aparecida de Souza, de 30 anos, na noite de segunda-feira, teriam deixado o Complexo do Alemão.

Foram ocupados o Morro do Chapadão, em Costa Barros, a Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha, e o Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho. Até o fim da tarde, sete suspeitos haviam sido presos e uma granada foi apreendida. A PM divulgou ontem nomes e fotos de quatro suspeitos de participação no ataque à UPP.

À noite, um suposto traficante foi morto e outro baleado por um soldado da UPP do Andaraí, zona norte. Segundo a PM, um grupo de policiais fazia ronda de rotina quando avistou dois homens vendendo drogas - eles teriam apontado armas para a patrulha.

Luto. Cerca de 500 pessoas estiveram no enterro com honras militares de Fabiana, ontem, em Valença, no interior do Estado. Ao fim do sepultamento, um helicóptero da polícia lançou pétalas de rosas. Em nota, a presidente Dilma Rousseff afirmou que a morte dela marca "uma tragédia pessoal, para sua família, e um sacrifício na luta incessante pela consolidação da paz". / COLABOROU RAFAEL MORAES MOURA

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.