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Bombeiros localizam corpo de empresário desaparecido na raia da USP

O Estado de S. Paulo

25 Fevereiro 2014 | 08h 04

Everaldo Miranda, de 42 anos, treinava stand-up paddle nessa segunda-feira e desapareceu depois de temporal

Atualizado às 10h58

SÃO PAULO - O Corpo de Bombeiros localizou às 9h55 desta terça-feira, 25, o corpo do empresário Everaldo Miranda, de 42 anos, que desapareceu na raia olímpica da Universidade de São Paulo (USP), na região do Butantã, zona oeste da capital. Ele foi visto pela última vez na segunda-feira, 24, depois de um temporal, quando treinava stand-up paddle no local - esporte praticado com prancha e remo.

Nove mergulhadores participaram das buscas. Em entrevista a Rádio Estadão, o capitão do centro de operações do Corpo de Bombeiros, Helmer Kaffer, disse que ninguém viu o afogamento. "Durante todo o episódio, não se sabia se ele estava afogado ainda. Encontramos o stand-up boiando e o carro dele estava no estacionamento, ou seja, ele entrou na água e não foi visto fora."

Ainda segundo o capitão Kaffer, não se sabe ao certo o que teria causado o afogamento do empresário, uma vez que o stand-up paddle não é considerado pela corporação um esporte perigoso. Apesar disso, o praticante deve ter certos cuidados. "Quando a pessoa cai, o remo pode vir em cima da pessoa. Tem que saber cair de stand-up, porque se o remo fica entre a água e a pessoa, pode, por exemplo, bater na cabeça", explicou. "A perícia pode determinar se houve um impacto ou um mal súbito, uma deficiência cardíaca"

Desaparecimento. Por volta das 18h30 da segunda-feira, 24, Miranda praticava o esporte junto a outras seis pessoas, integrantes da equipe do Corinthians, quando foi surpreendido por uma forte chuva e não conseguiu chegar à margem.

Nenhuma testemunha soube informar precisamente o local onde o empresário desapareceu. A raia olímpica da USP tem 2,5 quilômetros de extensão e seis metros de profundidade.

O grupo só percebeu o desaparecimento de Miranda depois que encontrou o equipamento dele boiando na raia olímpica, enquanto o carro do empresário permanecia estacionado no local. A Guarda Universitária foi comunicada por volta das 20h10.

Durante a madrugada, os bombeiros utilizaram barco e mergulhadores na procura por Miranda. No entanto, a operação precisou ser interrompida por conta da baixa visibilidade. COLABOROU FELIPE CORDEIRO

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