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Bispo brasileiro presidirá Sínodo sobre a família

O Estado de S.Paulo

22 Fevereiro 2014 | 02h 05

O papa Francisco nomeou ontem o arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), d. Raymundo Damasceno Assis, para a presidência do Sínodo Extraordinário sobre a Família, que ocorrerá de 9 a 15 de outubro no Vaticano.

O comunicado oficial foi feito após a reunião do papa com 150 bispos que acompanham o Consistório Extraordinário sobre a Família, ao fim do qual serão criados novos cardeais - incluindo o arcebispo do Rio, d. Orani Tempesta.

O diretor da Sala de Imprensa do Vaticano, padre Federico Lombardi, disse que no centro das discussões - também preparatórias para o sínodo de novembro - não se colocou em discussão a doutrina da Igreja, mas se procurou destacar problemas pastorais. No texto também não se acena especificamente para as uniões entre pessoas homossexuais. No entanto, discutiu-se a validade do matrimônio e o tema dos divorciados que voltam a casar.

Segundo Lombardi, não tem havido "um clima de lamentações" em relação à forma como as famílias vivem hoje no mundo - longe da doutrina católica -, mas, sobretudo, "houve realismo ao ver a dificuldade da situação, da visão cristã em uma cultura que certamente de modo prevalente segue em outras direções".

Demais presidentes. Foram nomeados também para compor a presidência do Sínodo Extraordinário o arcebispo de Paris, cardeal André Vingt-Trois, e o arcebispo de Manila, cardeal Luis Antonio Tagle. Ao lado de d. Raymundo, ficarão responsáveis por acompanhar a preparação dos trabalhos do sínodo de outubro, que tratará dos desafios pastorais da família no contexto da evangelização. No ano passado, Francisco já havia enviado às paróquias de todo o mundo o "Documento Preparatório", com 38 questões. / COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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