1. Usuário
Assine o Estadão
assine
  • Comentar
  • A+ A-
  • Imprimir
  • E-mail

‘Bike blocs’ prometem escoltar protesto contra tarifa na Paulista

- Atualizado: 12 Janeiro 2016 | 07h 32

Manifestação será nesta terça, às 17 horas, e bicicletas devem ficar no fim do grupo; PM diz que reagirá caso haja vandalismo

SÃO PAULO - O segundo protesto do Movimento Passe Livre (MPL), nesta terça-feira, 12, na Avenida Paulista, terá apoio de ciclistas que se autointitulam “bike blocs”. Eles devem se juntar aos manifestantes às 17 horas e ficar no final do cordão formado pelos ativistas que pedem a revogação do reajuste das passagens - a tarifa passou de R$ 3,50 para R$ 3,80 no sábado passado. 

Segundo Daniel Guth, diretor da Associação de Ciclistas Urbanos de São Paulo (Ciclocidade), os ciclistas já tinham apoiado outros atos convocados pelo MPL. “Está tudo interligado com a mobilidade urbana em São Paulo”, disse. “Vou como cidadão, nada além disso.” Ele lembrou que os coletivos de ciclistas conseguiram adiar a consulta pública no novo formato de concessão dos ônibus da Prefeitura de São Paulo. 

Apesar de uma quantidade menor de participantes confirmados pelas redes sociais - até a noite desta segunda-feira, eram 7,5 mil, ante 16 mil confirmados na sexta -, a militante e porta-voz do MPL, Laura Viana, afirmou que “não é possível fazer previsão” de quantas pessoas devem participar do ato. “Só imaginamos que vai ser mais potente do que o de sexta. A gente acabou se desmobilizando muito fácil com a repressão (da PM).”

No primeiro ato, o protesto começou pacífico no Teatro Municipal, na região central, até os manifestantes chegarem ao Corredor Norte-sul. Um grupo de black blocs invadiu a pista contrária do eixo e a PM reagiu com bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo. 

Houve confronto nas ruas da região, com ônibus depredados. Ao todo, 17 pessoas foram detidas. Carros da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e agências bancárias também foram atingidas. Pelo menos quatro policiais acabaram feridos.

De acordo com Laura, também não é possível prever como os black blocs vão se comportar durante o ato. “Não temos como ter diálogo com pessoas que são completamente diferentes umas das outras. Antes do ataque da polícia, não tivemos depredação”, afirmou. 

Líderes. A PM disse que, assim como na sexta-feira passada, os oficiais vão procurar as lideranças para ficarem “cientes do trajeto que será percorrido, conforme exige a Constituição”. Segundo a corporação, “isso é necessário para que a polícia possa garantir a segurança” de manifestantes e de quem não participa dos atos. A PM disse ainda que “vai reagir sempre que houver” depredação do patrimônio.

Para o advogado Ariel Castro Neves, ex-secretário do Conselho Estadual de Direitos Humanos (Condepe), o início do ato desta terça deve ser “conflituoso”. “A gente teme que isso se estenda pelo centro com situações graves e uma maior quantidade de feridos.”

Junho de 2013: o mês em que o Brasil foi às ruas
Filipe Araujo/Estadão
Junho de 2013

Dois anos e meio depois dos protestos de junho de 2013 - que começaram em São Paulo contra o reajuste da tarifa do transporte público e ganharam o Brasil com uma infinidade de reivindicações -, manifestações foram marcadas para esta sexta-feira, 8, em diversas cidades, novamente contra o aumento do preço da passagem de ônibus, metrô e trens. A seguir, relembre os protestos de junho de 2013.

Comentários

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Estadão.
É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Estadão poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os criterios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Você pode digitar 600 caracteres.

Mais em São PauloX