Avenida Paulista lidera ranking de acidentes por quilômetro com ciclistas

Em 1 ano, número de registros na Marginal do Pinheiros quadruplicou; mas pior situação, em números absolutos, é da zona leste de SP

BRUNO RIBEIRO, O Estado de S.Paulo

14 Maio 2012 | 03h03

Com 2,6 km de extensão e 15 acidentes envolvendo ciclistas nos últimos três anos, a Avenida Paulista aparece em um ranking elaborado pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) como a via paulistana que lidera em acidentes com ciclistas por km. Ela tem 50% mais acidentes, por exemplo, do que a segunda colocada, a Avenida Brigadeiro Luís Antônio, também no centro.

Já em números absolutos é nas áreas periféricas, especificamente na zona leste da cidade, onde mais se registram acidentes com ciclistas. No ranking da CET, 8 das 10 vias onde mais aconteceram acidentes estão nessa região - a líder é a Avenida Sapopemba, que começa na Vila Prudente e vai até o limite da capital com Santo André, no ABC, com 23 quilômetros.

A Sapopemba registrou um acidente com ciclista a cada dois quilômetros. Já a Avenida Paulista teve quase seis acidentes por quilômetro, segundo os dados da Companhia de Engenharia de Tráfego, considerando os anos de 2009, 2010 e 2011 (até o mês de outubro).

Pinheiros. Os números da CET não permitem, no entanto, dizer o quanto a Paulista é mais perigosa do que as demais vias porque faltam dados exatos sobre o volume de bicicletas que circulam em cada uma. Analisando os números existentes, o que chama a atenção é o forte crescimento dos acidentes na Marginal do Pinheiros. Em 2009, houve quatro. No ano seguinte, 16. A diferença de um ano para outro foi a abertura da ciclovia às margens do Rio Pinheiros, ocorrida em fevereiro de 2010. Na média, a pista também teve um acidente para cada dois quilômetros, entre 2009 e 2011.

A Marginal do Tietê também está no ranking - e é, proporcionalmente, mais perigosa. Lá, aconteceu um acidente por quilômetro, na média. É preciso levar em consideração, porém, que a CET não recomenda trânsito de bicicletas em nenhuma das duas vias. "Apesar de as duas Marginais terem registrado alto índice de atropelamento, são vias de trânsito rápido, não recomendadas para o tráfego de bicicletas", diz a companhia, em nota.

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