Atropelamentos causados por ônibus caem pela metade

Foram 13 ocorrências de maio a agosto deste ano contra 26 em 2010, a maior redução entre todos os tipos de veículos

BRUNO RIBEIRO, O Estado de S.Paulo

09 Dezembro 2011 | 03h05

A Campanha de Proteção ao Pedestre da Prefeitura de São Paulo fez cair pela metade o número de atropelamentos causados por ônibus na região central da cidade. O total de casos foi reduzido de 26 para 13, na comparação entre 11 de maio e 31 de agosto do ano passado e deste ano.

Os atropelamentos causados por ônibus estão na lista das principais preocupações da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Entre os motivos, está o fato de que, na maior parte das vezes, esses acidentes são fatais.

Mas os demais tipos de veículos também atingiram menos pedestres depois do início da campanha. No caso dos carros, por exemplo, o número de acidentes foi reduzido de 92 para 80, na mesma comparação. E os de motos, de 58 para 35. O único meio de transporte que atropelou mais neste ano do que no ano passado foram as bicicletas: dois casos neste ano, nenhum em 2o10.

Os dados divulgados pela CET são coletados no Instituto Médico-Legal (IML) e no Sistema de Informações Criminais (Infocrim) e, por isso, têm dois meses de atraso.

O total de atropelados em toda a cidade teve uma pequena redução, de 7,3%, na comparação entre os dois períodos, de 2.275 para 2.108 pessoas. O total de mortos acompanhou o mesmo índice. Caiu 7,4%, de 188 para 174 vítimas.

Vale lembrar que a Campanha de Proteção ao Pedestre, que teve início em 1.º de maio, ficou restrita às ruas da Zona Máxima de Proteção ao Pedestre (ZMPP) - ruas do centro antigo e a região da Avenida Paulista - até 19 de setembro.

Multas. Entre maio e o dia 2 de dezembro, a CET aplicou mais de 64 mil multas por desrespeito ao pedestre na cidade. Isso representa uma média de 1,4 mil por dia útil. A fiscalização já responde por 10% de todas as multas que os marronzinhos aplicam.

Deixar de dar preferência ao pedestre durante uma curva, com 25 mil autuações, e furar o semáforo vermelho, com 24 mil ocorrências, são as infrações que lideram a lista.

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