Ato pacífico acaba com tentativa de invasão do Palácio

Manifestantes quebram o portão e disparam rojões para dentro do prédio; em reação, PMs soltam bombas de gás lacrimogêneo

O Estado de S.Paulo

18 Junho 2013 | 02h01

Cerca de 30 manifestantes que participavam do Movimento Passe Livre (MPL) em São Paulo quebraram o portão e tentaram invadir o Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi, zona sul da capital paulista. Rojões foram disparados para dentro do prédio e os policiais militares que guardam o local tiveram de soltar bombas de gás lacrimogêneo para parar a invasão.

Os funcionários da sede do governo do governo paulista ficaram ilhados. Manifestantes tomaram controle de dois ônibus que passavam pela Avenida Morumbi e os estacionaram no meio da via - um deles atravessado bloqueando o caminho. Parte do grupo ainda fez duas fogueiras na frente do prédio. Foi o fim violento de uma manifestação que foi praticamente pacífica na noite de ontem.

O confronto na sede do Executivo paulista começou por volta das 22h30. Milhares de manifestantes resolveram ir para a frente do palácio depois de tomar a Ponte Octavio Frias de Oliveira, sobre o Rio Pinheiros. A ideia era uma concentração pacífica, mas um grupo de punks tentou invadir o local. O major Paulo Wilhelm de Carvalho, que acompanhou toda a marcha pacífica desde o Largo da Batata acompanhado só de seis outros policiais, teve de entrar no palácio quando o quebra-quebra começou.

A pedido da liderança do movimento, muitos manifestantes se sentaram para acalmar os ânimos. Alguns desistiram de ficar por ali e voltaram pela Avenida do Morumbi para a Marginal do Pinheiros.

Mas o grupo mais exaltado continuou com as depredações no Portão 2 do palácio. Alguns pichavam as paredes das entradas do palácio com frases como "Eu tenho meu direito", "atentado punk", e "PM fdp". Outros quebraram a placa que indicava a entrada de pedestres do local e tentavam usar os pedaços da madeira como um aríete na porta lateral, sem sucesso.

A maioria dos manifestantes tentava acabar com o depredação. Sempre que alguém mais exaltado subia na marquise do portão principal ou chutava a porta, a massa gritava para ele parar. As lideranças organizaram uma comissão com cinco pessoas para tentar um diálogo com representantes do governo estadual. O estudante Vitor Demétrio, de 19 anos, era parte dessa maioria. "A manifestação seguiu pacífica por quatro horas. Algumas pessoas queriam entrar de qualquer jeito e não estavam sabendo negociar. A gente tem como fazer isso e poderia ter negociado até a entrada no palácio, mas pelo jeito a gente vai perder essa chance."

Por volta das 23h05, o grupo que atacava a entrada de carros continuava a bater e soltar rojões no portão até que parte dele cedeu.

Resistência. A maioria dos participantes ainda pedia paz. Entre eles estava Rodrigo Gabriel Pires, de 26 anos, criador do movimento Queremos Ética. Ele ficou entre os invasores e o portão quebrado do Palácio dos Bandeirantes. Aos gritos, tentou impedir que o grupo entrasse e impedir a depredação. Como resposta, levou um soco no peito e teve o celular roubado. "Não é com violência que se resolve isso, é com inteligência."

Quando os punks finalmente conseguiram uma abertura para entrar, a Polícia

Até as 23h20, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) não havia se manifestado e também não havia detalhes sobre quantos policiais guardam o local, se houve pedido de reforço.

Logística. asdsadsa

/ ARTUR RODRIGUES, PAULO SALDAÑA E TIAGO DANTAS

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