Nelson Antoine/Fotoarena
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Associação da PM paulista faz protesto por melhorias e em apoio à greve na BA

Principais sindicatos da categoria, porém, não compareceram; grupo também pede aprovação da PEC 300

Bruno Paes Manso, O Estado de S.Paulo

08 Fevereiro 2012 | 19h48

SÃO PAULO - Associações de policiais militares e seus familiares fizeram na manhã desta quarta-feira, 8, a primeira manifestação da categoria depois da greve na Bahia e dos protestos que já ameaçam greve em oito Estados brasileiros. O evento, realizado em apoio ao movimento dos militares baianos e para reivindicar melhorias salariais em São Paulo, ocorreu na Avenida Tiradentes, nas esquinas entre os quartéis da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) e o Comando Geral da PM.

Durou três horas, contou com cerca de 150 participantes, que levaram faixas com frases de efeito. Em uma delas, em resposta a autoridades federais que afirmaram ter reservado celas para as lideranças baianas, afirmavam que as vagas em presídios tinham que ser reservadas aos "corruptos do Governo Federal".

As principais entidades de cabos, soldados, sargentos, subtenentes e oficiais da PM não compareceram. Estavam no movimento a Associação de Praças da Polícia Militar de São Paulo, Associação de Policiais Civis, Militares e Funcionários Públicos do Brasil (Asbra), além de grupos de familiares e outras pequenas entidades. "Isso não significa que o movimento não seja importante, mesmo porque na Bahia o movimento começou com lideranças de associações com poucos associados", afirmou o deputado estadual Major Olímpio Gomes (PDT), presente à manifestação.

Na parte da tarde, um pequeno grupo foi ao diretório executivo do PT, no centro, para pressionar pela votação no Congresso Nacional da PEC-300, favorável à criação de um piso nacional para as Polícias Militares do Brasil. "Nossa categoria arrisca a vida em defesa dos cidadãos e ganha salário de fome", diz o subtenente Clóvis de Oliveira, idealizador da PEC-300, apresentada pelo deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB).

O presidente da Associação de Cabos e Soldados da PM de São Paulo, cabo Wilson Morais, que representa 60 mil oficiais, disse que a manifestação não significa que a categoria esteja disposta a entrar em greve. "No ano passado, percorri 20 quartéis. Claro que os policiais estão descontentes com o salário. Mas encontrei só um disposto a entrar em greve. Os soldados paulistas sabem que o maior prejudicado com a greve é a população".

As lideranças paulistas que estiveram no movimento viajam nesta quinta-feira, 9, ao Rio de Janeiro para participar para a Assembleia dos Policiais que ocorre às 18 horas.

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