Ellis Rua/AP
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Artistas e militantes realizam 'julgamento poético' de Marielle em SP

'É sempre assim: derruba um ou dois, nasce um milhão, dois milhões para ir para a rua lutar novamente', disse o rapper Thaíde durante ato no Largo do Paiçandu

O Estado de S.Paulo

25 Março 2018 | 21h06

SÃO PAULO - Artistas e militantes se apresentaram na tarde deste domingo, 25, no evento "Julgamento Poético", que homenageou a vereadora Marielle Franco (PSOL) e denunciava a violência contra a população negra. A manifestação promoveu diversas intervenções artísticas no Largo do Paiçandu, no centro da cidade de São Paulo. 

No evento, uma faixa com a frase "Marielle vive" foi instalada sobre o palco de shows. Ao fundo das apresentações, foram exibidas imagens da vereadora, morta a tiros no dia 14 de março. Dentre os artistas participantes, estavam os cantores Chico César, os rappers Thaíde e Preta-Rara, a banda As Bahias e a Cozinha Mineira e as atrizes Natália Lage e Maria Casadevall.

"É muito importante essa manifestação porque muitas pessoas vão dizer, muitas pessoas dizem quando a gente se reúne que é 'mimimi', mas as pessoas só falam que a gente é 'mimimi' porque não tem que conviver com o 'papapá' (tiros) diariamente", disse Thaíde no palco. O rapper ainda pediu palmas para Anderson Gomes, morto no mesmo ataque a tiros que vitimou Marielle.

"Estamos aqui de pé e fazendo muito barulho, porque é sempre assim que vai ser. É sempre assim: derruba um ou dois, nasce um milhão, dois milhões para ir para a rua lutar novamente. ", acrescentou.

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Já o cantor Chico César cantou uma composição nova inspirada no que chamous de "incidentes" recentes do País. "Estamos aqui para fazer a nossa luta sempre com alegria, com muita força", disse.

 

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