Apreensões são levadas a galpão secreto

Os cerca de 70 milhões de itens ilegais apreendidos nas operações desde 2010 ficam em um galpão com endereço secreto, vigiado 24 horas, para prevenir tentativas de assalto. O espaço, de 6 mil metros quadrados, foi alugado pela Prefeitura no ano passado, depois que o antigo depósito lotou.

O Estado de S.Paulo

30 Julho 2012 | 03h08

Para liberar espaço para as novas apreensões, a Prefeitura passou a enviar no mês passado dez toneladas por dia para a destruição. "Nada do que se apreende é aproveitado em seu estado original. Tudo é destruído e reciclado", afirma o secretário municipal de Segurança Urbana, Edsom Ortega.

Só na semana passada foram apreendidos 22.540 produtos piratas e ilegais em seis shoppings da região central - Shopping Monti Maré, Shopping Pamplona, Galeria 39, 25 de Março I, Shopping Mirage e Galeria 960. Nesses locais, a equipe de fiscalização recolheu relógios, bolsas, acessórios, eletrônicos, CDs e DVDs.

Legislação. O secretário afirma que o Município estuda a criação de uma lei para que os donos dos imóveis sejam multados por produtos ilegais vendidos em seus prédios. O advogado Miguel Pereira Neto, defensor do empresário sino-brasileiro Law Kin Chong, patriarca de uma família dona dos Shoppings 25 de Março e Mundo Oriental, entre outros, afirma que a lei não seria de competência municipal. "Se tem alguém que vende pirataria, esse alguém tem de ser processado, apenado. Agora, o locador não é responsável pela atividade do locatário", afirma.

Os dois shoppings de Law, porém, estão entre os locais onde a Prefeitura continua encontrando pirataria com frequência. Segundo o advogado, porém, Law não tolera a pirataria nos empreendimentos da família. "Eles também não importam e não vendem mercadoria irregular", afirma Pereira Neto. /A.R.

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