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Aposentado é encontrado morto no Rio Pinheiros

Sidnei Marques Prandina saiu de casa no último dia 9 e não voltou mais; Polícia Civil instaurou inquérito para investigar causas

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Vitor Tavares,
O Estado de S.Paulo

15 Março 2016 | 22h48

SÃO PAULO - A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar a morte de um homem que foi encontrado no Rio Pinheiros, em São Paulo, na última sexta-feira, 11. O aposentado Sidnei Marques Prandina, de 49 anos, estava desaparecido desde a quarta-feira, 9, quando saiu de casa, no Jardim Patente, na zona sul da capital paulista, para ir a um centro espírita no centro da cidade. O corpo foi encontrado na Usina Elevatória de Traição, na altura da Ponte Cidade Jardim, na zona sul, com vários ferimentos e sem roupa.

A irmã da vítima, a dona de casa Ana Prandina, descarta a hipótese de suicídio. Segundo ela, Sidnei estava feliz, fazendo academia, comprando roupas e com planos para o futuro. "Ele falava que tinha muita coisa para fazer. Não tem como ele ter se matado, ainda mais do jeito que o corpo foi encontrado", disse.

Quando saiu de casa, Sidnei estava carregando apenas uma carteira, com cerca de R$ 10, e documentos. O celular ficou em casa carregando. De acordo com a família, a conta do banco de Sidnei não foi mexida. Uma outra hipótese levantada pelos parentes do aposentado é um crime de ódio, motivado por homofobia.

"A gente vê que esses absurdos acontecem todo dia. Ele era uma pessoa muito boa, família, sério. É uma angústia muito grande não saber o porquê de tanta violência", comentou Ana.

Segundo a Polícia Civil, o corpo da vítima foi encontrado dentro da Usina de Tração, onde ficou enroscado na parte do filtro de limpeza da água da usina. 

A Secretaria da Segurança Pública informou que "há necessidade de aguardar o laudo necroscópico em face da ausência aparente de qualquer ferimento produzido por armas, para verificar se a morte foi por afogamento, queda ou violência". 

O corpo de Sidnei foi enterrado no sábado, 12, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo.

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