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Após sentença do Carandiru, desembargador discute na internet

Ivan Sartori chamou de 'infelizes' usuários que questionaram julgamento do caso, que resultou na anulação da condenação de 74 PMs envolvidos no caso

Alexandre Hisayasu e Bruno Ribeiro, O Estado de S. Paulo

29 Setembro 2016 | 19h39

Dois dias após votar pela absolvição dos 74 PMs acusados pelo massacre de 111 presos no Carandiru, em 1992, o desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo Ivan Sartori discutiu com usuários da rede Facebook que criticaram sua decisão. O magistrado votou pela absolvição dos policiais, mas seus colegas optaram por anular os cinco júris que condenaram os PMs. 

Em outro caso julgado por Sartori, ele decidiu mandar para a cadeia um réu que havia furtado cinco salames. O homem alegava estar com fome, mas o magistrado rechaçou o argumento e afirmou que deixar o acusado solto era um risco para a sociedade. A história foi revelada pelo Estado nesta quinta-feira, 29.

As duas decisões foram alvo de críticas em um post da página de Sartori que mostrava um vídeo de seu filho Guilherme Sartori, candidato a vereador pelo PHS. O vídeo foi postado no dia 24, três dias antes da decisão sobre o Carandiru.

“Você é uma infeliz que não sabe o que diz. Mais uma incauta dos ativistas do pseudo-direitos humanos (sic). Leia o voto (decisão) e depois dê sua opinião da sua cabeça”, disse Sartori, rebatendo uma usuária da rede que escrevera: “Prende ladrão de salame e libera massacre. Escreveu seu nome na história da pior forma possível”.

Em resposta a um crítico que postou um meme sobre o massacre (com a imagem da pilha de corpos de presos e a frase “faltou convicção, Tribunal de Justiça de São Paulo?”), Sartori escreveu: “Outro infeliz, cooptado pelos pseudo defensores dos direitos humanos. Vai ler o processo e depois dê sua opinião consciente!”. O magistrado não foi localizado nesta quinta-feira. 

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