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Após perseguição, peruanos são presos no Aeroporto de Guarulhos por furto

Marcelo Godoy e Victor Vieira - O Estado de S. Paulo

12 Maio 2014 | 22h 26

De acordo com Polícia Civil, grupos têm vindo de países vizinhos para assaltar turistas durante a Copa do Mundo

Um trio de peruanos foi preso na manhã desta segunda-feira, 12, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo, após furtar um passageiro e ser perseguidos por seguranças. A Polícia Civil suspeita que eles sejam de grupos que chegaram ao Brasil nos últimos meses para roubar turistas durante a Copa. Só no aeroporto, mais de 40 quadrilhas de ladrões foram detidas desde o começo do ano.

 

Um consultor indiano de 48 anos foi furtado enquanto trocava dinheiro em uma casa de câmbio do aeroporto por volta das 7h, informou o delegado Osvaldo Nico Gonçalves, da Divisão Especial de Atendimento ao Turista (Deatur). Enquanto um dos ladrões distraía a vítima, o outro pegou a mochila e escapou. Os dois deixaram o terminal para encontrar o terceiro comparsa, que ia buscá-los em um Fiat Palio cinza.

 

 

Os seguranças da concessionária do aeroporto perceberam a movimentação estranha e acompanharam os suspeitos. Um deles foi detido antes de entrar no carro. Os outros dois tentaram escapar no Palio e foram perseguidos pela caminhonete da concessionária, que bateu no veículo dos criminosos com a intenção de pará-los. Após a colisão, a dupla ainda tentou fugir a pé, mas foi barrada por uma policial militar. 

 

Dentro da mala, havia um netbook, um celular e US$ 300, que foram devolvidos à vítima. Nenhum dos detidos carregava arma. Um deles alegou que o Palio pertencia a sua cunhada, informação desmentida pela polícia, que ainda investiga se o automóvel é roubado. Dias antes, segundo a polícia, as câmeras de vigilância já haviam flagrado movimentação suspeita do mesmo Palio cinza.

Alerta no aeroporto. De acordo com Osvaldo Nico Gonçalves, as quadrilhas se concentram no terminal de Guarulhos com interesse de furtar aparelhos eletrônicos de turistas. "Eles atuam da mesma forma: três ou quatro pessoas abordam um turista, que está distraído ou vai dar uma informação a alguém", alerta.

 

"O problema é que eles não ficam presos. Um dos detidos hoje havia saído da cadeia há apenas dez dias", afirma. Nas quadrilhas que atuam no aeroporto, relata Gonçalves, são comuns bolivianos, peruanos e venezuelanos. A Polícia Civil pretende aumentar o número de agentes no aeroporto durante o torneio esportivo.

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