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Após passeata, membros do MTST se reúnem com secretários na Prefeitura

Caio do Valle - O Estado de S. Paulo

26 Março 2014 | 09h 09

Manifestantes partiram às 8h50 do Largo da Batata, na zona oeste, e chegaram ao Edifício Matarazzo por volta das 11h; eles cobram revogação de decreto que transforma área de ocupação em parque

Atualizado às 12h03

SÃO PAULO - Depois de mais de duas horas de caminhada, bloqueando vias importantes da capital, uma marcha do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) chegou à Prefeitura, no centro da cidade, às 11h manhã desta quarta-feira, 26. Uma comissão composta de 13 representantes de ocupações da cidade subiu para o gabinete do prefeito às 11h50, onde será recebida pelos secretários Paulo Frateschi, de Relações Governamentais, e José Floriano de Azevedo, da Habitação. Entre os pedidos levados estão a revogação do decreto que cria um parque no terreno da Nova Palestina e o fim dos despejos nas ocupações.

Os manifestantes partiram da Avenida Brigadeiro Faria Lima, na altura do Largo da Batata, por volta das 8h50 e passaram  pelas Avenida Rebouças e pela Rua da Consolação antes de chegar ao Viaduto do Chá, onde fica a sede da admimistração municipal. Na frente do Edifício Matarazzo, entoaram um grito anunciando a presença do movimento: "ô, a periferia chegou, a periferia chegou".

Segundo a Polícia Militar, o ato tinha mil pessoas na concentração e reunia 1,5 mil participantes por volta as 10h30. Os organizadores falam em 10 mil participantes. O trânsito nas vias por onde seguiu o protesto foi bloqueado pela CET e às 11h ainda havia um grande bloco passando pela Rua da Consolação.

Por volta das 9h35, o bloco estava na Avenida Rebouças, na altura da Rua Alves Guimarães. O carro de som na dianteira do protesto seguia em marcha lenta para esperar os manifestantes ao fundo.

Às 10h, o protesto chegou à região da Avenida Paulista e iniciou a caminhada pela Rua da Consolação, bloqueando totalmente o sentido centro da via. Ao microfone, o grupo entoava gritos como "Haddad, o povo na rua, a culpa é sua". Também havia falas contra a Copa do Mundo. A PM acompanhava o grupo com motos.

Um dos organizadores do ato, Guilherme Boulos, explica que o grupo reivindica melhorias na habitação popular e a revogação do decreto para criar um parque na área da ocupação Nova Palestina, na zona sul. Eles pedem uma audiência com o prefeito Fernando Haddad (PT).

Anhanguera. Um outro protesto, que não foi organizado pelo MTST, fechou a Rodovia Anhanguera na altura de Osasco pela manhã e reuniu cerca de 150 pessoas, de acordo com a Polícia Rodoviária Estadual (PRE). A estrada foi totalmente bloqueada no sentido São Paulo entre as 6h15 e as 7h30, segundo informações da concessionária AutoBAn e da Polícia Rodoviária Estadual. O congestionamento chegou a seis quilômetros às 7h45, com fila dos quilômetros 22 ao 16. Houve reflexos na Rodovia dos Bandeirantes, do mesmo sistema, que chegou a somar 17 quilômetros de lentidão às 8h30.

COLABOROU LUIZ FERNANDO TOLEDO, O ESTADO DE S. PAULO