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Após mais de dois anos de atraso, extensão da CPTM abre na quinta-feira

Caio do Valle - O Estado de S. Paulo

01 Abril 2014 | 14h 58

Segundo Jurandir Fernandes, ligação até Estação Amador Bueno, em Itapevi, em obras desde 2010, enfrentou furto de cabos; ligação reabre na quinta-feira

Atualizado às 15h46.

SÃO PAULO - Após mais de dois anos de atraso, o trecho mais a oeste da Linha 8-Diamante da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) pode ser reaberto ainda neste mês, disse nesta terça-feira, 1.º, o secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes. Com 6,3 km de comprimento, a extensão ligará as estações Itapevi, atual ponto final da linha, e Amador Bueno, que passou por reformas. Há uma parada entre elas: Santa Rita, também revitalizada.

Uma nota no site da CPTM que não foi distrubuída para a imprensa revela que a operação assistida naquele trecho começa na quinta-feira, 3. "Inicialmente, os trens circularão no período entre 10h e 16h, com acompanhamento dos técnicos, atendendo às estações Amador Bueno, Santa Rita e Itapevi", informa o texto.

As obras de modernização dessa parte da Linha 8 se iniciaram há quase quatro anos, em maio de 2010, ainda na gestão José Serra, também do PSDB. Naquela época, o prazo dado pelo governo do Estado para a entrega do tramo era dezembro de 2011, o que não ocorreu. Em novembro do ano passado, o próprio Fernandes havia garantido a reinauguração do trecho ainda em 2013, promessa também não concretizada. Desde o começo das obras, o trecho está interrompido para os passageiros. A reforma, segundo divulgou o governo, custou R$ 269 milhões.

"Ali houve uma situação de três vezes foram roubados os cabos de comunicação de toda aquela área, por três vezes. Cada vez que roubou, tivemos que refazer o processo, refazer o contrato. Mas está tudo equacionado", disse Fernandes na manhã desta terça-feira, durante vistoria de obras da Linha 5-Lilás do Metrô, na zona sul da capital paulista.

Metrô. Ao lado do governador Geraldo Alckmin (PSDB), Fernandes afirmou ainda que o edital de obra do prolongamento da Linha 2-Verde do Metrô de São Paulo entre a Estação Vila Prudente, na zona leste, e a futura Estação Dutra, em Guarulhos, será lançado no próximo dia 10 de abril.

Essa extensão, que terá 14,5 km de comprimento e 13 estações, deve começar a ser construída ainda em 2014 e terminar, segundo os prazos do Metrô, em quatro anos. Bairros como Penha e Anália Franco ganharão estações. Além da Estação Dutra, que ficará ao lado do Shopping Internacional, em território guarulhense haverá outra parada, Ponte Grande.

Para o ano que vem, Alckmin prometeu a entrega de mais três estações na Linha 5-Lilás, que vem sendo expandida desde 2009. São as paradas Alto da Boa Vista, Borba Gato e Brooklin, em cujo canteiro de obras esteve o governador e sua comitiva nesta manhã.

Adolfo Pinheiro. Já a Estação Adolfo Pinheiro, na mesma linha, aberta em fevereiro, deve começar a operar em horário comercial pleno no fim deste mês, garantiu o presidente do Metrô, Luiz Antonio Carvalho Pacheco.

Ao comentar falhas que vêm ocorrendo diariamente no Metrô, o secretário Fernandes disse que o sistema registra em média oito falhas em portas por dia. "Quantas vezes as portas se abrem e fecham no Metrô, por dia? Três milhões de vezes. Então, com isso tudo, vocês podem ficar tranquilos, porque o sistema está sob controle, estamos garantindo esse serviço para toda a cidade."

O secretário de Alckmin também cobrou da Prefeitura de São Paulo, comandada por Fernando Haddad (PT), mais rapidez na implantação de corredores de ônibus, para desafogar a rede do Metrô e da CPTM, que tiveram um acréscimo de passageiros maior do que os ônibus paulistanos.

"Há um acesso, há uma ida para o sistema sobre trilhos inacreditável. Para vocês terem uma ideia, nós crescemos 404 milhões de passageiros e os ônibus da capital cresceram 8 milhões nesses três anos. Estamos pedindo muito para a Prefeitura que acelere o processo de corredores, acelere o processo de injetar ônibus na cidade, porque, realmente, a diferença de 404 milhões de passageiros a mais (nos trilhos) e oito milhões de passageiros a mais em ônibus, temos que distribuir melhor essa carga."