WertherSantana/AE
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Após dez anos sem lançamentos, SP ganhará 12 hotéis

Década de estagnação deve chegar ao fim com 3,5 mil novas acomodações

Rodrigo Burgarelli, O Estado de S. Paulo,

20 Outubro 2012 | 18h35

Após uma década de estagnação causada por crise de superoferta, o setor hoteleiro da cidade de São Paulo finalmente voltou a crescer. Doze hotéis serão lançados na capital paulista até o fim do próximo ano, segundo previsão do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP). O número representa 10% dos cerca de 120 hotéis de grande porte que operam hoje na metrópole.

A expectativa do mercado é de que esse número represente entre 2.500 e 3.500 novos quartos no mercado hoteleiro paulistano, voltado principalmente ao turismo de negócios - atualmente, existem na capital paulista cerca de 42 mil quartos. Essa quantidade estava praticamente estacionada desde o começo da década passada, quando a cidade viveu uma explosão de oferta causada pela construção desenfreada de flats e hotéis no fim dos anos 1990.

"Após a estabilização econômica resultante do Plano Real, houve uma explosão de lançamentos hoteleiros e de flats na capital. Como a demanda não acompanhou a oferta, o setor acabou entrando em crise", explica Ana Maria Biselli Aidar, diretora executiva do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB).

O fundo do poço ocorreu em 2003, quando a taxa média de ocupação dos quartos chegou a 26% - a média anterior à crise, que é considerada o teto para uma cidade de turismo de negócios, é de cerca de 70%.

Retorno. De lá para cá, o mercado foi se recuperando pouco a pouco. "No ano passado, finalmente chegamos a quase 70% de ocupação novamente, o que significa uma ocupação de quase 100% nos dias de semana. E o valor médio da diária também vem aumentando", comemora Caio Calfat, vice-presidente de Assuntos Turísticos e Imobiliários do Secovi-SP.

Os dois principais motivos para isso são o crescimento da economia brasileira verificado nos últimos anos e o aumento da demanda por reuniões de negócios e convenções em São Paulo.

O grande impeditivo para que a retomada seja ainda maior, segundo Calfat, é o alto preço dos terrenos na cidade. Há uma expectativa de que a nova onda de lançamentos deixe os eixos tradicionais de hotelaria - como o centro, a região da Avenida Paulista e a rota Faria Lima-Berrini - para áreas onde o preço ainda é mais em conta, como Barra Funda ou zona norte. "Existe espaço, sim, além dos bairros convencionais. O terreno mais barato ajuda a garantir a rentabilidade", diz Aidar.  

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